Ciência Espiritualidade Polémico Sociedade

O que é afinal o Inconsciente Colectivo?

Rupert Sheldrake explica a teoria de Carl Jung do inconsciente colectivo desde a sua teoria biológica sobre a resonância mórfica.

O biólogo Rupert Sheldrake vem publicando uma série de vídeos e artigos no seu site em que explica o conceito centrais do seu trabalho, que inclui assuntos como telepatia, campos mofogenéticos e a relação estreita entre a ciência e a espiritualidade. A teoria de Sheldrake da ressonância mórfica baseia-se na noção de que existe um campo de informação partilhado, ou uma memória inerente à toda a Natureza. Este conceito vem em continuidade com a biologia do insconciente colectivo defendido pelo famoso psicanalista / psicólogo Carl Jung.

Sheldrake explica que Jung terá generalizado o conceito criado por Freud de que existiria uma actividade mental consciente da espécie, ou seja, uma memória colectiva à qual todos pertencemos e que contém padrões comuns de experiência ou arquétipos, que se traduzem como mitos pessoais se vão repetindo conosco. Jung terá chegado a encontrar pessoas na Suiça que sonhavam com mitos que ezistiam em algumas tribos africanas, as quais não teriam forma de ter conhecido.

Creio que a memória colectiva da espécie humana deve-se ao que chamamos de ressonancia mórfica, um princípo de memória colectiva existente em todas as espécies. Jung teria a forma de explicar de que forma uma pessoa na Suiça poderia herdar e aceder a mitos de uma distante tribo africana sem qualquer tipo de vínculo genético.

Este biólogo acrescenta que esta ressonância mórfica aplica-se a todas as espécies e que todos os animais se “alimentam” dessa memória colectiva e de igual forma contribuem para ela. Esta espécie de «Cloud» não se encontra contida no corpo físico, mas sim na própria natureza, difusa num campo específico com o qual sintonizamos através da referida capacidade de ressonância mórfica.

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“Efeito do centésimo macaco”

Também contribui para esta ideia o fenómeno conhecido como “efeito do Centésimo macaco” que se baseia numa experiência dos anos 50 em que o macaco japonês “Macaca Fuscata” foi observado durante 30 anos na ilha de Koshima, onde investigadores os alimentavam com batata doce sujas de areia. Embora estes macacos gostassem muito do sabor da batata, não estavam muito contentes com a areia. No entanto uma macaca de apenas 18 meses descobriu que se lavasse a batata num ribeiro, a areia desapareceria sobrando assim apenas a batata lavada. Esta acção foi ensinada / aprendida  por vários macacos, embora houvesse muitos macacos adultos que teimosamente não repetiam o que viam os macacos mais novos fazer. O “efeito do centésimo macaco” refere-se exactamente à metáfora de que “ao centésimo macaco” a aprender esta técnica, todos os outros automaticamente a “herdavam”.

Esta experiência ainda ganhou mais interesse quando foram detectados macacos noutras ilhas sem ligação a Koshima a lavarem as suas batatas-doce, como que se de um momento para o outro todos partilhassem dessa actividade aprendida.

 

 

[Hundredth monkey effect]
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