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Apocalipse Maia: Pânico alastra com a aproximação da data…

O medo de que o fim do mundo está a chegar já alastrou pelo mundo e a poucos dias da data do final do calendário maia, os mais pessimistas e mais entregues a esta corrente escatológica de pensamento prevêm um cataclismo e o fim da história da humanidade.

Antes que chegue o dia 21, os stocks de velas e bens essenciais estão a desaparecer das prateleiras dos supermercados Russos e Chineses, bem como o súbito aumento da compra de kits de sobrevivência ou de abrigos subterrâneos nos Estados Unidos. Em França os que acreditam preparam-se convergendo a uma montanha onde acreditam vir a existir uma missão de resgate levada a cabo por alienígenas.

O dia 21 de Dezembro de 2012 marca a conclusão da contagem longa do calendário maia que se estendeu por 5125 anos. A forma precisa de como este fim anunciado terá lugar permanece vaga ou mais ou menos fantasiosa. Desde uma colisão catastrófica entre a Terra e o planeta mítico Nibiru, a queda de um cometa de proporções gigantescas, uma tempestade solar e até a alteração súbita dos pólos, tudo serve para explicar a forma como o famigerado fim pode ser.

O americano Ron Hubbard, produtor e vendedor de abrigos subterrâneos de alta tecnologia conta já com uma enorme fortuna com as vendas dos últimos meses e assegura que já não possui mais abrigos para venda.
«As minhas vendas passaram de uma por mês a uma por dia em pouco tempo,» explicou Ron Hubbard. «Não tenho uma opinião formada quanto ao calendário maia, mas quando vejo astrofísicos a comprarem os meus abrigos e a deixarem implícito que os abrigos têm de estar preparados contra tempestades solares, radiação e impulsos electromagnéticos… eu vou para o meu abrigo no dia 19 e só saio de lá no dia 23, a correr tudo bem. Não vá alguém ter razão!»

Nos Pirineus franceses, o representante municipal de Bugarach, com uma população de 179 habitantes, viu a pequena aldeia a ser invadida por investigadores e curiosos do fenómeno OVNI, bem como um sem número de seguidores do movimento ‘new age’ que afirmam que aquele é um local onde alienígenas virão buscar os seus conterrâneos antes do cataclismo para os resgatar. Estas pessoas consideram que poderão ser afortunadas e serem salvas, também elas, do catastrófico dia.

Na Rússia, mais propriamente em Omutninsk, na região de Kirov, deu-se uma corrida desenfreada para comprar querosene e bens essenciais após um artigo que saiu no jornal local, supostamente escrito por um monge do Tibete, que confirmava o final dos tempos. Já na cidade de Novokuznetsk a corrida foi sobre bens essenciais e sal. Em Barnaul, perto das montanhas Altai, o pânico instalou-se e rapidamente bens essenciais, tochas e ‘garrafas de thermos’ desapareceram das lojas.
Dmitry Medvedev, o primeiro-ministro Russo, viu-se já obrigado a intervir e falar sobre toda esta situação dizendo em comunicação: «Eu não acredito no fim do mundo, pelo menos não este ano!»

Na China, muitos estão a levar todo este catastrófico evento muito a sério e o pânico já esgotou as velas por várias zonas do país, especialmente na província de Sichuan. A fonte do alarmismo partiu de uma publicação no Sina Weibo, o Twitter chinês, que previa 3 dias de total escuridão assim que o apocalipse chegasse. A polícia de Shangai tem tido as mão ocupadas com este alarmismo e especialmente com uma onda de oportunistas que tentam receber donativos de última hora prometendo a salvação.

Entretanto, no México, onde de facto viveram os maias, o fim dos tempos foi visto como uma autêntica oportunidade turística. Este país organizou já centenas de feiras e eventos temáticos relativos aos Maias e o turismo ultrapassa já o dobro este ano.

A NASA tem estado ocupadíssima em tentar desmistificar toda esta história de fim do mundo. Enfaticamente apelam à razão e afirmam que não existem quaisquer provas da existência de Nibiru. Os rumores de que este planeta não se pode ver por estar por detrás do Sol são infundados.
A agência espacial rejeita as ideias de apocalipse e todas as teorias sobre alinhamentos anormais astronómicos ou alterações magnéticas dos pólos.
É claro que os teóricos da conspiração afirmam a pés juntos que a NASA está envolvida directamente num plano elaborado para prevenir o pânico.

Mas e o que dizem os Maias de tudo isto?!

Pedro Celestino Yac Noj, um sábio maia dos dias de hoje afirma que o final do calendário é apenas o final de um ciclo e não o final do mundo. «No dia 21 vou queimar as sementes e celebrar a passagem do grande ciclo com emoção e gratidão, e no dia 22 vou abraçar o novo ciclo, um novo amanhecer para a humanidade.»

Fontes nas hiperligações do artigo.

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