Ciência Genética Polémico Sociedade

Os genes humanos podem ser patenteados? Para breve uma decisão do Supremo Tribunal

adn code barre

Para alguns leitores o título pode parecer estranho, para outros apenas indiferente, mas o facto é que os genes humanos já têm patentes associadas desde 1982.  O governo americano informa que já recebeu mais de 3 MILHÕES de pedidos de patentes genéticas e que mais de 40,000 patentes sobre o genoma humano encontram-se em standby , cobrindo cerca de 20% dos nossos genes.

No entanto este ano a ACLU (União Americana de liberdades civis) decidiu apresentar uma queixa sobre a empresa privada Myriad Genetics e as suas patentes genéticas. Fará sentido que uma empresa privada possa patentear e então ganhar dinheiro ou impedir que outras empresas ou os próprios estados prossigam no avanço genético?

O supremo tribunal americano anunciou na sexta-feira passada que iria rever o caso sobre se genes humanos podem ou não ser patenteados, numa disputa de patentes associada com genes humanos conhecidos pela sua função de detectar sinais precoces de cancro da mama e ovário.

Uma ação de 2009 apresentada pela União Americana de liberdades civis (ACLU) alegou entre outras coisas que a primeira emenda está em risco, porque as patentes são tão amplas e ambíguas que limitam os cientistas em analisar e comparar os genes BRCA1 e BRCA2 que estão bem no centro da disputa. Em suma, as patentes emitidas à mais de uma década atrás cobrem qualquer novo método científico de olhar para estes genes humanos limitando a possibilidade de poderem ser desenvolvidos por outros.

A ACLU, representando dezenas de pacientes e pesquisadores, disse que o caso desafia a legalidade e constitucionalidade da concessão de patentes cobrindo o elemento mais básico da individualidade de cada pessoa. O grupo de direitos civis sustenta que, “o que é patenteado é a idéia abstrata de que a natureza desenvolveu dois genes diferentes de forma a que aumentam o risco da pessoa ter cancro.”

As patentes em questão deram  um monopólio virtual à empresa Myriads Genetics, réu no caso, sobre testes preditivos do cancro da mama e ovário, de acordo com a acusação. As mulheres que temem ter um maior risco são impedidas de ter alguém a investigar sobre os seus genes  BRCA1 e BRCA2 à exceção do titular da patente, que cobra cerca de US $3.000 por teste ou mais.

Segundo a acusação, cerca de 10 por cento das mulheres com cancro da mama são susceptíveis de ter uma mutação herdada dos seus pais nestes genes em questão.

Já existem um série de patentes para testes genéticos exclusivos para uma série de genes, incluindo as relacionadas com a fibrose cística, arritmias cardíacas e hemocromatose.

De lembrar que a primeira patente genética emitada foi em 1982 para a Universidade da Califórnia relacionada com a hormona que promove o desenvolvimento mamario durante a gravidez.

Toda esta polémica trás de novo para discussão o polémico debate sobre, se faz sentido patentear genes e as implicações “anti-humanas” que podem estar ameaçadas com esta prática.

Fonte: Wired

Obrigado por nos dizer como este artigo o fez sentir! Agora conte a todos partilhando - .
Como este artigo o faz sentir?
  • Fora de Mim
  • Fascinado
  • Apoiado
  • Indiferente
  • Assustado
  • Chateado
  • http://twitter.com/quelmarth345 Quel Marth
    Se a notícia já por si é o que é, apenas fui à wikipedia ver de que se tratavam os genes em questão… e, assustem se com a realidade… o
    “BRCA2 (breast cancer type 2 susceptibility protein) is a protein found inside cells. In humans, the instructions to make this protein are carried by a gene, also called BRCA2.[1] BRCA2 belongs to the tumor suppressor gene family,[2][3] andorthologs have been identified in most mammals for which complete genome data are available.[4] The protein encoded by this gene is involved in the repair of chromosomal damage with an important role in the error-free repair of DNA double strand breaks.[5]

    nem quis ver mais

Partilhas