Sociedade

Goldman Sachs e Shell ganham prémio “VERGONHA” em Davos

Participantes no Forum Económico Mundial em Davos premiaram com o Prémio Vergonha “Public Eye” a gigante empresa anglo-holandesa Shell e o banco norte-americano Goldman Sachs por estarem envolvidos em casos de ganância e lucro desmedido com custos ambientais, sociais e humanos.

public eyeDurante a cerimónia de entrega, o capítulo suíço da Greenpeace e Declaração de Berna concederam o prémio vergonha à Goldman Sachs enquanto que a Shell foi escolhida pelos votantes online.

A Goldman Sachs “é uma peça-chave no processo de globalização financeira, que recebe lucros explorando a desigualdade, enriquecendo poucos à custa de muitos» disse o grupo em declarações. O papel fundamental e vampírico da Goldman Sachs na crise da dívida grega foi também realçado:  “os negócios de derivados falsificaram o lugar da Grécia na Zona Euro e penhoraram o futuro do povo grego” disse Andreas Missbach um expert financeiro da Declaração de Berna.

A Shell ganhou o prémio com uma larga margem de votos online tendo sido apontado como factor decisivo a arriscada política da empresa de procura de combustíveis fósseis na zona frágil do ártico e do seu afastamento de pesquisa no campo das energias renováveis.

“A Shell inves tiu 4.5 mil milhões num plano sem sentido e arriscado e apenas conseguiu problemas. O Prémio Public Award mostra que o público mantém-se atento à Shell e que este tipo de políticas ridículas vão continuar a ser sancionadas pela opinião pública.” disse Kumi Naidoo.

Estes prémios vêm sendo atribuídos neste encontro anual da elite política e de negócios, em Davos, Suiça, desde o ano 2000.

barclaysNo ano passado, o vencedor do prémio vergonha foi o banco britânico “Barclays” e a mineira brasileira “Vale”.

A lista de nomeados contava com nomes como a francesa Alstom e os constantes casos de corrupção, aliciamento de políticos e favorecimentos ilícitos.

 

A empresa britânica privada de segurança G4S era também um forte nomeado, nomeadamente pela forma como dirige estabelecimentos prisionais nos territórios ocupados da Palestina e alegados casos de tortura.

Credit-Stop-G4S

Fontes: Livemint and the Wall Street Journal

 

 

 

 

 

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