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“Experiências de quase-morte” são mais vívidas que as da vida real…

Muito tempo depois de terem tido uma “experiência de quase-morte”, as pessoas recordam o incidente mais vivida e emocionalmente do que memórias reais e memórias falsas, sugere nova pesquisa.

near-death
É algo que realmente permanece na mente das pessoas como um traço claro e é ainda mais claro do que uma memória real“, disse Vanessa Charland-Verville, neuropsicóloga do Grupo de Ciência de Coma da Universidade de Liège, na Bélgica. Vanessa e a sua equipa, detalhou o estudo online no dia 27 março na revista PLoS ONE.

Cerca de 5%o da população geral e de 10% das vítimas de paragem cardio-respiratória relatam experiências de quase-morte, mas ninguém realmente sabe o que são“, disse Charland-Verville.

Em diferentes culturas e religiões são recorrentes descrições semelhantes: sair “fora do corpo”; “passagem através de um túnel de luz”, ou uma “porta para uma luz quente e brilhante”, contacto com entes queridos mortos ou outras entidades, o chamamento de regresso ao corpo, etc…

Para alguns as experiências de quase-morte provam que o espírito e o corpo (matéria) podem ser separados. Outros dizem que a privação de oxigénio ou uma amalgama de reacções químicas no cérebro são os culpados. Outros acreditam que as experiências de quase-morte revelam a existência de Deus ou do paraíso.

Mas o que torna mais complicado para obter uma explicação é que existem pessoas saudáveis ​​em estados de transe de meditação ou que ingerem substancias alucinógenicas, como a cetamina, DMT, ayuhasca, e outras, descrevem experiências muito semelhantes.

Um evento que muda-nos a vida!

Dado que é impossível monitorar estes eventos em tempo real, Charland-Verville e a sua equipa conversaram com testemunhas (algumas muitos anos depois).

As pessoas são transformadas para sempre quando passam por esta experiência“, segundo ela. “As pessoas dizem que se tornaram mais empáticas, mudaram de emprego, tornam-se mais dadas, elas querem salvar o planeta.”

A equipa forneceu questionários de memória a oito sobreviventes de coma que tiveram experiências de quase-morte, seis que tinham “memórias do coma”, mas sem memória de experiências de quase morte, sete que não tinham memórias do seu coma, e 18 pessoas que não tiveram nenhuma dessas experiências .

As questões avaliaram as memórias das pessoas dos eventos imaginados, bem como as memórias da experiência de quase-morte, de comas e de eventos emocionais da vida real.

Mesmo vários anos depois, as experiências de quase-morte pareciam hiper-reais. Na verdade, TODOS se lembram de uma forma mais clara e emocional destas experiências que todos os outros tipos de memórias.

Agora, a próxima etapa será estudar a actividade cerebral desses indivíduos.

Se [as experiências quase-morte] mudaram assim a vida das pessoas, deve haver algo diferente em seu funcionamento do cérebro“, disse Vanessa Charland-Verville.

São muitas as perguntas sem resposta

Os resultados, apesar de fascinantes, não podem responder se a mente e o corpo podem ser realmente separados, disse Christian Agrillo, psicólogo da Universidade de Padova, na Itália, que não esteve envolvido no estudo.

Mas parece sugerir que o que as pessoas se lembram nesse momento é particularmente verdadeiro“, disse Agrillo ao LiveScience. “Não é uma falsa memória que ocorre após o evento.”

Fonte: Characteristics of Near-Death Experiences Memories as Compared to Real and Imagined Events Memories, LiveScience, Wikipedia

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    O DMT é uma das drogas psicoativas mas intensas do mundo, e está presente em diversas plantas e animais, incluindo o ser humano. Chamam-lhe a droga espiritual, ou a molécula de deus, porque quando consumida eleva-nos a um estado tão transcendente que sentimos o nosso verdadeiro “eu” espiritual. No momento em que o ser humano morre ou está em situação de quase morte, o cérebro liberta todo o DMT disponivel, o que provoca a tal sensação de viagem espiritual. É natural que uma experiencia dessas não seja esquecida facilmente, pois é sempre algo novo e único que nos irá marcar para sempre e/ou talvez mudar a pessoa que somos.

    • João Lourenço

      Quero apenas lhe dizer sem qualquer polémica, que este assunto que descreve esta fora do contexto, uma vez que somos um grupo de mediuns independentes e nada disso se passa. É complicado quando não se tem a caracteristica mediunica entender estes assuntos.

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