Saúde

Ritalina: o monstro da infância

Ritalin-Medium

ritalinaSoa como uma horrível estória de um filme de terror: um psiquiatra norte-americano, internacionalmente famoso, testa em seus pacientes, nos anos 60, diferentes remédios psicotrópicos com a intenção de acalmar as crianças. Quando encontra a pílula adequada com a qual consegue acalmá-las, ele levanta em nome da Organização Mundial da Saúde a agitação das crianças como uma nova doença. Uma nova fonte de renda da rede mundial da indústria médica e farmacêutica. Milhões de jovens em todo o mundo tomam a ritalina há décadas, porque eles teriam a suposta TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

Como a indústria farmacêutica destrói premeditadamente as nossas crianças…

A doença chama-se TDAH. O gigante farmacêutico e outros faturaram bilhões nas últimas décadas com o uso da ritalina. O citado neurologista norte-americano leva o nome de Leon Eisenberg. Todavia a verdade sempre vem à tona, mesmo se às vezes demore um pouco mais. Pouco antes de sua morte em 2009, o médico de 89 anos revelou o embuste: nunca ele havia imaginado que sua descoberta tornar-se-ia tão popular, declarou ele em um artigo.“TDAH é um exemplo marcante para uma doença fabricada!”

Uma doença fabricada. Isso também foi comprovado por uma recente notícia da semana passada: Diante do dramático aumento dos casos de diagnóstico de TDAH (um aumento de cerca de 400 vezes entre 1989 e 2001), os pesquisadores são agora unânimes: TDAH é estampada – precipitadamente – como espada de Dâmocles para a vivacidade das crianças. Os meninos caem com mais frequência na armadilha. Tudo deve estar em ordem para o cartel farmacêutico. Entrementes, esta “doença fabricada” manifestou-se mundialmente como transtorno psíquico. Uma injustiça, como cada vez mais vem à luz do dia: aquilo, que é conhecido como TDAH ou TODA (síndrome de déficit de atenção) e supostamente condicionada à herança genética, baseia-se, de fato, frequentemente em diversos motivos e tem pouco a ver com um verdadeiro quadro de doença psíquica, como me explicou há alguns anos o antigo chefe da psiquiatria para crianças e jovens da Uniklinik Eppendorf, o falecido Prof. Dr. Peter Riedesser: frequentemente problemas familiares têm um papel importante, que devem ser investigados, além disso, a maioria dos atingidos são garotos, o que também está relacionado com o fato destes não raramente terem um temperamento mais desenfreado do que as garotas. Mas em relação às meninas, a maioria das afirmações tendem para o códex comportamental, assim como para as instituições de acolhimento dos jovens, como também nas escolas. Basta os garotos brincarem como selvagens para que eles mereçam rapidamente a atenção. Na realidade, a TDAH é um problema dos incompreendidos jovens da atualidade. Um exemplo:

Quando eu vi há alguns anos a mãe de um garoto vizinho chorando, eu perguntei a ela o que estava acontecendo. Ela respondeu que a instrutora do jardim da infância havia lhe participado que seu filho tinha a TDAH, a assim chamada Síndrome de Zappelphilipp, e que a criança teria que tomar o forte remédio Ritalina. Afinal, o garoto era hiperativo. Eu fiquei pasma, pois, a meu ver, isso era inimaginável, o menino não tinha um comportamento alterado, nem era hiperativo, mas sim deixava uma impressão saudável de grande vivacidade. Como a instrutora do jardim de infância sabia exatamente qual era o problema, eu perguntei à mulher, pois ela não era nem psicóloga nem médica. A minha vizinha respondeu que a instrutora havia participado em um curso noturno exatamente sobre este tema.

Felizmente consegui telefonar imediatamente para o Prof. Riedesser e reportei-lhe o caso. O médico chamou o garoto e o examinou minuciosamente. Diagnose: a criança era completamente normal. O que eu não sabia até então: a indústria farmacêutica formava há muito tempo educadores e professores de jardim de infância e escolas, a fim de que eles tivessem uma “visão exata” sobre crianças com grande vivacidade, e cujos pais seriam informados sobre o perigoso diagnóstico e fossem informados a respeito do adequado medicamento.

E aqui devemos saber: a ritalina não é um comprimido qualquer, mas sim algo “barra pesada”: ela contém metilfenidato e atua nos neurotransmissores cerebrais, exatamente onde a concentração e os movimentos são controlados. E o que ainda é fatal: o efeito do metilfenidato nas pessoas está longe de ser completamente pesquisado. Nada se sabe sobre suas consequências nas próximas gerações; perigosas doenças como Parkinson devem estar relacionadas, por exemplo, com o uso da ritalina. Os efeitos colaterais do pequeno comprimido branco vão desde a falta de apetite e insônia, desde estados de medo, tensão e pânico até crescimento reduzido. Além disso: ritalina é um psicofármaco e faz parte do grupo dos anestésicos, assim como a cocaína e a morfina. Todavia, como já dito, é receitado a crianças pequenas, frequentemente por vários anos. Porém, a “doença” não é curada através da ritalina: assim que a aplicação do medicamento é suspensa, os sintomas reaparecem imediatamente.

Ritalin-MediumA ritalina é uma pílula contra uma doença inventada, contra uma doença, ser um jovem “difícil”, lê-se no Deutscher Apotheker Zeitung (publicação dirigida às farmácias – NT). E o inventor da TDAH, o várias vezes condecorado neurologista norte-americano Eisenberg, declarou consternado no fim da vida: “A pré-disposição genética para TDAH é completamente superestimada”. Ao contrário disso, os psiquiatras infantis deveriam pesquisar com muito mais carinho os motivos psicossociais, que podem levar a desvios de comportamento, declarou Eisenberg ao jornalista científico e autor de livros, Jörg Blech, conhecido pela sua ampla crítica à indústria farmacêutica e seu livro Die Krankheitserfinder (Os inventores de doença – NT). Reconhecimento tardio, muito tarde, mais do que tarde!

Arrependido, Eisenberg afirmou antes de morrer onde poderiam ser encontradas as causas, e elas deveriam ser examinadas com maior afinco ao invés de se lançar mão logo de imediato do remédio: há disputas entre os pais, mãe e pai moram juntos, existem problemas na família? Estas perguntas são importantes, mas elas tomam muito tempo, citando Eisenberg, o qual, suspirando, acrescentaria: “Um remédio é indicado rapidamente.”

“Nossos sistemas estão se tornando desagradáveis aos jovens”, afirma também o professor para pesquisa de abastecimento farmacêutico da Universidade de Bremen, Gerd Glaeske. Jovens querem viver com mais riscos e experimentar. Mas lhes falta o necessário espaço livre. Jovens tentam ultrapassar os limites, isso chama a atenção em nosso sistema. “Quando alguém diz que os jovens atrapalham, também devemos conversar sobre aqueles que se sentem incomodados”, declarou o professor.

O FAZ escreveu a 12 de fevereiro de 2012 que o diagnóstico TDAH aumentará diante da declaração do fracasso escolar e, mundo afora, apenas a Novartis faturará 464 milhões de dólares com o comprimido, que torna o jovem “liso, sociável e quieto”. Há 20 anos, 34 quilos de metilfenidato foram prescritos pelos médicos – hoje são 1,8 toneladas. Em todo o mundo, cerca de dez milhões de crianças devem receber a prescrição para tomar ritalina, na Alemanha devem ser cerca de 700.000.

A comissão ética da Suíça na área de medicina humana, NEK, desferiu uma nota bastante crítica em novembro de 2011 diante o uso do medicamento ritalina usado contra TDAH: o comportamento da criança é influenciado através da química, sem que seja necessário qualquer esforço próprio.

Isso é uma agressão à liberdade e personalidade da criança, pois compostos químicos causam certas mudanças comportamentais, mas que as crianças não aprendem sob a ação de drogas químicas, como poderiam mudar de hábito por si próprias. Com isso lhes é subtraída uma importante experiência de aprendizado para atuação com responsabilidade própria e respeito alheio, “a liberdade da criança é sensivelmente reduzida e limita-se o desenvolvimento de sua personalidade”, critica o NEK. Sobre as consequências para a saúde através da ingestão de psicofármacos, nada é declarado.

Peter Riedesser alerta: “Hiperatividade não é necessariamente um sinal de perturbação profunda, como uma depressão, que deve ser tratada com outra coisa diferente de ritalina”.

Texto de: http://inacreditavel.com.br/wp/ritalina/

Outros artigos:
Transtorno do deficit de atenção com hiperatividade: doença ou diagnóstico da moda?

Fontes: no próprio texto

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  • Claudia Moreira
    Não concordo de todo com algumas das coisas ditas, até porque a RITALINA não é só usada no TDHA, tem uma exemplo muito próximo, e até porque existem médicos que apenas a receitam ao fim de anos de analise da criança, e em casos de DISLEXIA tenho visto bom resultados e sem efeitos secundários como os referidos. Só para verem com 12 anos já calça 38 e mede 1,60…..e de uma criança que nada fixava ou aprendia no inicio da escolaridade tornou-se numa jovem muito sociável com boas notas e com uma enorme alegria de viver e experimentar todas as actividades que possa. RITALINA sim, com muito acompanhamento e na dose certa!
    • Muca Velasco
      Concordo q temos q ter cautela qto a industria farmaceutica, que precisamos ter certeza do diagnostico, porem o uso da ritalina em quem realmente tem transtorno eh de um beneficio inigualavel, falo isso como testemunha, meu antes e depois!
      Outra coisa, o governo eh obrigado a pagar tratamento de doencas cronicas qdo estas nao sao oferecidos tratamentos e terapias pelo SUS.
  • carlos alberto langassner
    Concordo que exista uma máfia de grandes laboratórios. Mas no caso de um sobrinho, que realmente era hiperativo a ritalina foi um santo remédio. Aos 14anos na 6* série do ensino fundameltal, tendo repetido varias séries foi diagnosticado TDA. Não repetiu nem mais um ano e hoje está se formando em Engenharia Ambiental. Nas férias não tomava a ritalina e não se sentiu dependente nunca. Portanto, se o diagnóstico é real a ritalina é realmente um Santo Rermédio. Nem 8 nem 80.
  • a. p.
    Mais uma daquelas notícias pagas a bem da destruição da indústria farmacêutica!!!! Como acontece com todos os medicamentos tem prós e contras e existem bons e maus profissionais a prescrever…o uso racional e bom senso devem imperar!!!! Só gostava de ver quem que denegrir a indústria farmacêutica, numa situação em que lhe fosse dito na cara :”Infelizmente para o seu caso a medicina e os medicamentos nada mais têm para lhe oferecer.”….como mudariam rapidamente de opinião…..mas compreendo que escrever artigos pseudocientíficos seja um muito bom ganha-pão, muito melhor que elucidar as pessoas dos prós e dos contras dos medicamentos e do seu uso irracional!!!!
    • http://portugalmundial.com/ Portugal Mundial
      Cara a.p. apenas uma ressalva:
      Cada um tem o direito à sua opinião, independentemente de estar certa ou errada… mas é importante que perceba que o artigo que apresentamos é tão pseudo-científico como qualquer outro que defenda o uso da Ritalina; e acima de tudo não o escrevemos por ser um ganha-pão de todo. O nosso serviço de prestação de informação à comunidade é totalmente voluntário e o que ganhamos eventualmente pelos anúncios ao lado não chega sequer para pagar os custos inerentes deste portal. Por favor não nos inclua no saco das farmacêuticas que criam as suas próprias doenças para venderem os próprios medicamentos.
      Infelizmente, e a julgar pelos comentários, há muita gente que ainda acredita em fábulas de criança.
      • Fernando Lance Harvey
        Só pra constar, o tdah é comprovado por exames como o PET-Scan.
        Existe uma disfunção neuroquímica que envolve o lobo frontal e o cortex pré-frontal.
        Assim como é comprovado a eficácia para combater os efeitos que essa disfunção causa, tudo comprovado por exames específicos e que não deixam margem para a dúvida.

        Claro que existem profissionais que dão o diagnóstico indiscriminadamente, mas atacar o remédio, ao invés desses profissionais, é um desserviço a sociedade, se você for considerar quantas pessoas podem se beneficiar do tratamento.
        Acho irresponsável falar sobre ritalina nesses termos, já que hoje em dia as pessoas ainda tem um preconceito muito grande com terapia medicamentosa e com a psiquiatria.

        Esse artigo é algo que pode determinar se uma mãe vai experimentar um remédio que pode ajudar o seu filho ou se ela vai ignorar totalmente essa possibilidade.

        Principalmente quando o tratamento é focado tbm na Terapia Cognitivo-Comportamental e, nesse caso, a ritalina potencializa muito o resultado da terapia, diminuindo o tempo necessário pra adquirir novos hábitos e aprender a reinterpretar situações.

      • Fernando Lance Harvey
        Ps: Em fábulas de criança, não acredito..
        Acredito nos efeitos benéficos que percebo com o remédio e em todas as dificuldades a mais que tive na vida por não ter tido meu diagnóstico mais cedo.
        Mas acho que alguém que não tem um transtorno psiquiátrico não tem direito de afirmar nada a respeito do mesmo, muito menos com uma irônia desrespeitosa.
        Só quem tem tdah sabe o que a gente passa diariamente.
  • Luigi D’Andrea
    Tenho medo de uma medicalização da vida, uma nosografia extensa, novas doenças, crianças disciplinadas
  • Paula
    Também não concordo! A RITALINA tem seus benefícios sim, e quem tem TDAH não depende somente de seu esforço, as dificuldades realmente existem, o medicamento também faz parte do tratamento. Quem tem TDAH é que saberá dizer melhor o que sente e como é o efeito do remédio . Seria interessante a entrevista com portadores. Concordo quando dizem que há diagnósticos precoces e errados. A RITALINA tem ajudado muitas pessoas, não somente crianças e adolescentes, adultos também, a terem uma vida escolar e no trabalho mais produtiva, além de melhorarem sua auto-estima por apresentarem melhor desempenho. Não acredito que seja uma questão financeira, já que a caixa da “versão” mais usada, custa aproximadamente R$ 20,00.
  • Lucineia De Souza Bleil
    Concordo e discordo do texto. ..e muito complexo e a ritalina é um estimulante e não um calmante. ..cautela no diagnóstico. ..
  • Ivia Ribeiro
    A começar que TDAH não é uma doença é uma forma diferente do cérebro funcionar. Doenças tem possíveis curas ou tratamentos eternos. No caso do TDAH vivemos muito bem sem remédio.

    Não concordo mesmo com a Ritalina, mas discordo profundamente que o TDAH é uma doença inventada. Tenho TDAH e faço tratamento alternativo com muitos exercícios diários, esforço, direcionamento terapêutico para aprender a lidar com o funcionamento diferenciado do cérebro, aprendendo a explorar o lado que tem mais estimulo e tomando fitoterápicos e florais.

    Acredito que a Ritalina assim como qualquer outro remédio voltado para problemas neurológicos são sim usados de formas exageradas por médicos que sequer sabem como diagnosticas um transtorno. Se assim não fosse não teria tanta gente tomando, por exemplo, Rivotril. Seria a depressão, ansiedade e insônia uma doença inventada?

    • Sandra Walmsley
      Olá Ivia, gostaria de me informar melhor sobre alternativas à ritalina para TDAH. Você poderia me ajudar? Sandra
      • Gustavo Francisco Schierholt
        procure informações sobre cannabis e rilatina, no meu caso deu certo! OBS: Existem variedades de cannabis com pouco THC ( o que deixa você viajando) e mais CBN e CBD, que são relaxantes e calmantes, além de ajudar a se concentrar em uma única tarefa o que antes para mim era impossível.
      • Rute Silva
        Neurofeedback, Metodo Feingold … assim para começar :)
  • cristiana
    Minha filha precisou tomar Ritalina por dois anos e eu não me arrependo nem um pouco. Antigamente crianças hiperativas eram tratadas como crianças levadas, foi o caso do meu marido. Quando minha filha foi diagnosticada com TDA, toda a familia foi contra ela tomar medicamento e minha sogra dizia que isso era genetico e que ela era levada assim como o pai. Sendo que ela estava sofrendo com tudo isso. Ela era excluida pelos colegas de escola, apesar de muito inteligente não tinha consentraçao e era muito dispessa em tudo que fazia. Ritalina foi um santo remedio. Fui tirando a medicaçao aos poucos e hoje com 10 anos ela foi avaliada e a medica mandou suspender.
  • Francisco Cabral
    Peço que leiam inteiro com atenção! De fato, o artigo ele levanta questões importantes. Primeiro, que muito antes de investir na pesquisa para esclarecer com mais detalhes a causa do TDAH, o que criaria um medicamento que agisse de forma mais específica na doença, o que existe hoje é um medicamento ainda da década de 60 que não é específico para a área afetada no cérebro dos pacientes com TDAH, resultando em efeitos adversos. O motivo dessa persistência parece óbvio: lucro milionário das empresas farmacêuticas. Outro fator que contribui claramente é a escolha do caminho mais fácil, uma vez que é muito mais simples dar uma pílula que deixa a criança quieta do que realmente debruçar a atenção de todo um sistema para saber as causas da conduta desviante, da inatenção, da distratibilidade. As mães estressadas querem só que a criança acalme, e os profissionais acabam prescrevendo a medicação de forma repetitiva, quase irresponsável. O que se criou então foi um abuso, se tornou diagnóstico da moda. O próprio pioneiro no estudo da doença comentou isso, que se investiu pouco no estudo e no entendimento. Não encontrei a versão em inglês do “descobridor” da doença, para eliminar possíveis vieses de tradução para o português por parte de quem escreveu esse artigo. O que acredito que o pesquisador pioneiro quis dizer que ao descrever a doença, ele precisou especular sobre ela, formular hipóteses a seu respeito, mesmo sem ter certeza se aquilo que ele falou tinha bases científicas. O que acontece é que no mundo não precisa SER real, e sim PARECER real. Assim ele perdeu o controle, as pessoas “compraram a idéia” e surgiram outras vozes a defender que essa doença era problema sério, fazia sentido, que tinha muita criança com ela, e então se tornou uma avalanche da moda. Quando isso acontece as pessoas começam a trabalhar em cima de especulações, e não em CIÊNCIA. O primeiro “descobridor” da doença então, comentou que muito era falso e especulativo, segundo que não interessava à farmacêutica comprovar ou não, desde que PARECESSE real. Terceiro, que muitos dos casos diagnosticados não são de fato TDAH, e sim crianças com sintomas secundários a problemas sociais exclusivos, sem relação com alterações patológicas do seu cérebro!! Entretanto, de fato o TDAH existe, sendo um transtorno do controle dos impulsos, no qual a criança age completamente fora do seu contexto, age antes mesmo de poder tomar consciência e reflexão dos seus atos. E tem comprovadas causas biológicas e áreas do cérebro acometidas, como discute o artigo http://cienciasecognicao.tempsite.ws/revista/index.php/cec/article/view/202/174.
    Sobre a Ritalina, é notável que ela é inespecífica para a doença, causando efeitos adversos indesejáveis em alguns pacientes, como pode acontecer com qualquer droga. Mas isso é contornável quando levamos em consideração adequação de dose, comorbidades, etc. Imagine: se muitos diagnósticos são feitos precipitadamente, quais as probabilidades desses efeitos adversos serem também por prescrições em doses e número de tomadas erradas?
    Mas existe também o estigma da doença psiquiátrica, que muitos ainda chamam de “piti”; Esquecem que tratamento de outras doenças causa efeitos adversos iguais, quando não piores! Vejam pacientes que tomam quimioterapia, por exemplo, que atacam as células saudáveis junto com as células cancerosas, porque as pessoas não se revoltam contra o uso dos quimioterápicos quando sentem náusea, diarréia diária, perdem os cabelos? (só pra citar sintomas pouco complicados). Porque não reclamam da isotretinoína que pode causar convulsão, ataque suicida, cegueira e surdez?, só pra tratar das espinhas no rosto (acne). Porque as pessoas não leem as bulas dos medicamentos que tomam todos os dias, como dipirona, que pode causar falência da medula óssea? porque chegam cada vez mais pessoas em pronto socorro sangrando pela boca porque tomaram muito remédio anti-inflamatório e com doença de fígado porque tomaram muito paracetamol pra dor de cabeça?
    A Ritalina é uma droga respeitada, que passou por ensaios clínicos antes de ser lançada no mercado, conquanto não seja a droga ideal por não ser específica nos circuitos neurológicos do TDAH. Mas é o que temos, e por isso o que usamos, COM CAUTELA.
    O que estamos carentes é de um sistema econômico que priorize a saúde das pessoas ao invés de lucros com medicações insatisfatórias, o que precisamos é de profissionais éticos que não apresse a consulta e esqueça que o paciente vive imerso num universo social cheio de tensões e problemas que podem causar alterações psicológicas sem que isso seja necessariamente doença. Por último, precisamos de leitores inteligentes que parem de reproduzir e passar informações de forma imediata sem uma adequada crítica. Não acreditem em tudo que veem de fontes pouco reconhecidas, especialmente quando o assunto é saúde. Sugiro lerem, por exemplo, o New England Journal of Medicine.
  • Luanda
    olha eu tenho 30 anos e fui diagnosticada recentemente com transtorno de deficit de atenção e hiperatividade em um grau grave, e sempre sofri sem saber porque, nunca tomei ritalina, nem acho que seja a solução, mas sei que sofro e tenho um problema que não foi inventado por médico algum, nunca consegui me concentrar pro muito tempo em algo, sou impulsiva, tenho outras comorbidades associadas, e acho muito leviano da parte de qualquer pessoa ficar levantando essa bandeira de que hiperatividade não existe sem nem ao menos alguma vez na vida ter conversado com alguém que já passou por isso…. aliás minha mãe já me achava uma criança estranha me levou a vários médicos e nenhum me diagnosticou, quando fui diagnosticada corretamente entendi vários comportamentos meus, com os quais eu sofria…. enfim, eu não queria ser hiperativa, nem sou mais criança (portanto não estou na modinha em que isso é desculpa de pais que não controlam os seus filhos) e não estou defendendo o uso de rémedios porque não os tomo, só queria que pessoas assim parassem de tentar dizer que isso não existe e gastassem um pouco mais seu tempo ajudando quem precisa de ajuda pra se entender e mudar de atitude.
  • Adelaide
    As pessoas que criticam o uso da Ritalina, com certeza nao tem conhecimento do TDAH, basta ler alguns artigos a respeito que terao alguma nocao.
    Mas, ja existe hoje no mercado outros medicamentos, o Concerta, o Venvanse. que ajudam mto as pessoas com esse transtorno que esta sim cada dia mais comum em criancas principalmente em idade escolar.
  • karina kamargo
     Tenho certeza q quem é contra não tem hiperatividade e nunca sofreu com suas consequencias!!! O uso indiscriminado deve ser estinguido, mas ai falar mal da ritalina sem saber o bem q ela faz pra quem tem o disturbio é ridiculo!!!!!

  • Josefa Nancy
    eu cuidei de uma criança de 9 anos e ele falava tia eu ti amo não dar esse remédio porque queima minha garganta com os olhos inchados ai eu sofria junto
  • Sofia Gonçalves
    Um diagnóstico correto dita a solução adequada!
  • José Ivanildo Navegantes
    A ritalina não é um monstro mais é a falta de conhecimento das pessoas sobre seu uso. Se não houvesse tipo um preconceito e interpretação errada de sua tarja e a sua comparação com drogas ilicitas muitas pesoas não teriam se suicidados.Acredito que se trata propaganda errada sobre ritalina. Para mim não deveria ser tarja preta e sim branca , salvaria vidas.
  • ervasechas
    Esse assunto é bem polemico. O remédio foi e continua sendo um sucesso para a indústria, dado a situação das crianças atualmente e o benefício ao que se propõe.

    Porem é necessário fazer melhores perguntas para termos melhores respostas, como por exemplo, qual ou quais as causas da hiperatividade? Porque aumentou nos últimos tempos e continua aumentando tanto? E o post aborda um pouco isso, porem as pessoas continuam a viver automaticamente, querem resoluções rápidas para seus problemas sem se importar com as causas, sem querer deixar seus hábitos, mesmo que seja necessário tomar remedios para a vida toda, com todos seus efeitos colaterais.

    Como abordado na postagem, as causas podemos elencar como os divórcios, que transtornam bastante os filhos em qualquer idade, dado a dependencia emocional que nos encontramos.

    Também, como foi mencionado pelo professor, as escolas estão cada vez menores para as mentes criativas que estão surgindo e as aulas são jaulas com seus sistemas atrasados de ensino.

    Mas tambem é possivel lembrar que alguns jogos, filmes, televisão, etc, deixa a qualquer um acelerado; qualquer pessoa comum pode fazer o teste, desde que tenha a minima percepção para sentir o que acontece dentro de si, como batimentos cardiacos e respiração; há filmes que nos deixam com os nervos tensos.

    Alie a isso tudo a alimentação rica em gorduras, doces e farinhas e poderemos ter um melhor diagnóstico sobre deficit de atenção e hiperatividade.

    Quem não quiser cortar esses problemas acima, pelo menos pela metade, deveria pensar pelo menos em fazer um esporte como a natação e ciclismo, e uma atividade de relaxamento respiratório diário.

    • Geraldo Silva Jardim
      Tem muita gente que nao enxerga nem o fogo que se encontram e ainda acham bom viverem como semi-zumbis!!! O detalhe do artigo é bem claro no sentido do diagnostico e da falta óbvia de esclarecimento ISENTO E COM CIENCIA!!! Ser ingenuo é uma coisa, agora ser idiota e acreditar no diagnostico de um só médico e na receita UNICA DA INDUSTRIA FARMACEUTICA…. É DE UMA MORTE MENTAL E ANIMICA DECLARADA EM VIDA!!!!
  • Rogerio Lotito Siufi
    Concordo que existem milhares de profissionais da educação e mesmo, da saúde completamente despreparados. Como diz a matéria, o TDAH é superestimado, uma saída rápida e lucrativa para o “problema”. Acompanho diversos casos e sem dúvida, muitos poderiam apenas com afetividade, compreensão, paciência orientar estes pequenos a seguirem suas vocações. Infelizmente, muitos educadores querem impor uma normalidade que, simplesmente não existe.
    Valorizem as qualidades, elogiem, Respeitem e verão os resultados. Orientem os familiares, os colegas todos os professores e assim, todos serão beneficiados.
    Muitos pais simplesmente acreditam que indivíduo especial traz prejuízos ao rendimento comum, o que é uma grande bobagem na verdade, todos têm uma grande oportunidade de crescimento pessoal.
  • america
    Não vejo o TDAH como uma doença, mas sim como uma forma ”não convencional de ser”. As crianças vivem em constante e continuo estímulos, desde o nascimento, a maioria possuem pouco ou nenhum contato com a natureza, não há espaços adequados para brincarem e se desenvolverem saudavelmente. Mal nascem e já são colocados diante da ”Telababa”, onde há uma extravasão de estímulos, influenciando diretamente as ondas cerebrais. Mal sabem falar e já jogam videogame e mexem no computador. Dos anos 90 para cá houve muito avanço nas tecnologias e estas entraram dentro dos lares e se tornaram brinquedos preferidos das crianças….ai eles chegam em uma sala de aula modelo”educacional da republica”, com projetos didáticos fragmentados , superficiais e que não despertam interesse no aluno, que não acompanharam a evolução das gerações e a alternativa imediata é : ”coloca Ritalina na caixa dágua”…a fiz igual a alguns cientistas do passado, que respiravam ciência: ”Tomei o remédio para ver o que acontecia” Que horror!!!! Não não sou TDAH não, apenas sou ligada em 1000volts, faço dez coisas ao mesmo tempo, sou autodidata, esqueço datas, atraso prazos, vivo tendo crises de ausência, desenvolvi minha própria forma de aprender e geralmente quando o povo esta plantando o milho eu já estou com a broa, o pão,a pamonha e a polenta pronta.Tenho pavio bem curtinho e costumo surtar de vez em quando.Este é meu jeito diferente de ser…
  • Daniel Girald
    Há criminosos com diploma de médico a valer-se do comodismo de tantas mães que procuram uma alternativa mais fácil diante dos questionamentos apresentados pelos filhos, e muitos professores incompetentes que preferem o conforto da patologização infanto-juvenil em vez de conquistar o respeito e a atenção dos alunos por mérito próprio.
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