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Hungria dá o exemplo: adeus banqueiros!

hungryIMF-650x330Depois de dar o exemplo face ao abuso contra a humanidade e violação dos direitos da Terra expulsando a Monsanto do país, a Hungria volta a estar como pioneira na resolução dos problemas do mundo correndo com os banqueiros da infame família Rothchild e não só.

Desde 1930 que nenhum país se atrevia sequer a enfrentar as pernas do polvo do cartel internacional banqueiro dos Rothchild. A notícia vinda da Hungria é estupenda e deveria encorajar os verdadeiros patriotas por vender a aumentar a sua luta contra a tirania financeira.

Já em 2011 o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, havia prometido servir a justiça face aos socialistas do governo anterior que venderam a nação, tal como em Portugal, levando o povo a uma escravatura infindável baseada numa dívida com trela curta pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). As anteriores administrações apresentaram Israelitas em altos cargos de estado, enfurecendo as massas, que finalmente elegeram Viktor Orbán do partido Fidesz.

De acordo com um relatório do National Journal Alemão, Orbán fez a primeira grande jogada para destronar os banqueiros usurpadores. O muito popular e nacionalista primeiro-ministro informou o FMI que a Hungria não quer, nem precisa, de mais ajuda de seja quem for que esteja sequer próximo da ‘família Rothchild’. Avisou que a Hungria não iria mais ser forçada a pagar juros a bancos e banqueiros escondidos por trás de instituições falsas e privadas.
OrbanViktor_2011-01-07Assim, o governo húngar tomou soberania sobre a sua própria moeda e iniciou cunhagem de dinheiro livre de dívida à medida que é necessário… os resultados são no mínimo notáveis. A economia da nação, antes em profunda crise e enorme dívida, recuperou rapidamente batendo o recorde estabelecido pelo partido social nacionalista alemão.

O ministro da economia húngaro anunciou que conseguiu, graças a uma política disciplinada de orçamento, pagar o restante da dívida ao FMI (2.2 bilhões de euros) 7 meses antes do prazo estabelecido. Orbán declarou: «A Hungria gosta de investidores o que não inclui o FMI, a Reserva Federal ou qualquer outro tentáculo dos Rothchild. Gosta de investidores que produzem algo para os húngaros na Hungria e que provocam crescimento económico verdadeiro. Não se trata de prosperidade no papel de piratas plutocráticos, mas o tipo de produção que realmente dá emprego e melhora a qualidade de vida».

Com a Hungria livre das algemas de servidão dos esclavagistas financeiros não é de admirar que o Banco Central Húngaro tenha ordenado que o FMI feche os seus escritórios no país e que abandone a nação o quanto antes. E como se não bastasse o governo, seguindo o exemplo da Islândia, levantou queixas crime contra contra os três anteriores primeiros-ministro e as suas equipas.

De novo… obrigado pelo exemplo Hungria!

Fonte: American Free Press

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  • Francisco Gentil Apolonio

    Um exemplo que se devia alargar a nível mundial!

  • Beto Marshall

    Nada como extirpar o tumor para que o câncer não se alastre por todo o corpo. Parabéns ao governo e ao povo húngaro.

  • GOSTEI DESSA

  • Magano

    Homem de nervos de aço…

  • João Santos

    Aqui não é possível, a teia é grande e tem dezenas de anos. Não cinquenta como no tempo de salazar, mas trinta tem de certeza. Averigúe-se as contas desses anos para cá e veja-se quem andou a roubar os portugueses, os contribuintes. Portugal. Crime lesa Pátria.

  • Pedro Frederico

    O governo de Viktor Órban também tem encetado perseguição aos judeus, negros, homossexuais e ciganos, naquilo que são tiques de um partido de extrema-direita.

    A Hungria infelizmente não é exemplo para ninguém e estar a citá-la como tal é MUITO perigoso.

    • Pedro Martins

      obvio que esta conversa sobre economia tem tudo a ver com judeus, racismo e discriminação (não que eu concorde com tal) …. será que dá para tirar alguma coisa de bom desta medida de um homem que se diz e extrema direita ??

      só deste pedaço e sem misturar alhos com bugalhos ????

      • BrunoFehr

        Você deve estar a confundir extrema direta com nazismo! O nacionalismo ou extrema direita nada tem de errado. O que tem é má propaganda há 60 anos por causa de um mau exemplo. Quem dera a Portugal tem um partido de extrema direita ou extrema diagonal ou lá o que fosse, com os tomates de expulsar o FMI, assumir controlo da entidade privada que é o Banco de Portugal e retomar o controlo do seu país

        • Ana Paula Horta

          Apoiado!

        • Só por uma questão de rigor: o Banco de
          Portugal pertence ao (nosso) Estado, não é privado. Mas devido aos tratados europeus de Maastricht, etc. e à adesão ao Euro, transformou-se numa mera agência do BCE (Banco Central Europeu), sediado em Francoforte (Frankfurt).

          Quanto à questão da extrema-direita na Hungria, ainda não estou documentado e só falo quando estiver, como sempre faço.

          Mas genericamente, os regimes autoritários nacionalistas de direita (aliás, em simetria com as ditaduras de esquerda) embora possam – se forem de facto nacionalistas e não usarem o nacionalismo só
          por demagogia – defender alguns interesses nacionais, como aconteceu com Salazar em Portugal. Fazem-no porém numa perspectiva de élites privadas, criando
          grupos de interesses que acabam por se tornar máfias internas.

          Mesmo discordando da vossa análise sobre esta última parte, assim como da questão do acordo ortográfico, tenho mantido links nos meus blogues ao vosso site porque ele avança dados importantes para a compreensão da situação atual no nosso país e no mundo. Um bom exemplo é esse dado sobre a família Rothchild e o seu papel na Hungria e não só.

          Há uma intensa propaganda dos media globais em torno da questão judaica, desde centenas de filmes, livros, séries, até notícias, artigos e documentários que focam o holocausto judeu da 2ª G.G. como sendo o único. Isso visa prevenir e lançar o odioso sobre qualquer crítica à atuação do próprio extremismo sionista e seus tentáculos financeiros.

          Porque não há nenhum grande filme sobre por exemplo o holocausto dos arménios? (na 1ª G.G.: http://pt.wikipedia.org/wiki/Genoc%C3%ADdio_arm%C3%AAnio)

          E sobre tantos outros holocaustos, como o dos indígenas do norte, centro e sul das Américas, desde a colonização até hoje (atualmente prossegue a sua liquidação nas florestas tropicais do sul, enquanto no norte são mantidos em reservas), o dos gregos pelos turcos em várias épocas recentes, o dos Tutsis pelos Utus no Ruanda em 1994, e muitos outros na Índia, no Ceilão, na Austrália (aborígenes), Timor-leste
          (1/4 da população, pela Indonésia), do Tibete pelos Chineses, etc., etc., porque é um sem-número ao longo de toda a História.

          Sobre estes holocaustos e massacres que citei, há um ou outro filme ou documentário esparso, mas quase sempre tocando o assunto superficial ou romanceadamente, nunca, nem de longe, de forma tão sistemática, focada e propagandística como o holocausto judeu.

          E isso de modo algum é fruto do acaso, mas resulta do aparelho mediático global, americano mas não só, em mãos de interesses judaicos.

          Mas termino dizendo que se deve evitar generalizações, também neste caso. Muitos judeus têm desempenhado papéis importantes em denúncias que incluem crimes cometidos pelo próprio estado de Israel. Cito o caso de Noam Chomski, politólogo e ativista judeu norte-americano, um homem corajoso e exemplar. Mas há muitos outros e os judeus são um povo com qualidades ímpares, que deu contributos importantes à humanidade nas ciências, nas artes, no pensamento e na resistência a muitas opressões.

          É exatamente na extrema-direita sionista (lá está, a extrema-direita…!) e nos seus tentáculos mundiais que devemos pôr o foco, não tanto nos judeus como povo, o que nos levaria a cair num racismo étnico, sempre perigoso e equivocado, que acaba por ter um efeito de boomerang mais tarde ou mais cedo.

          Isto é complexo, né? Que chato! Por isso, os espíritos simples preferem as simplificações idiotas, como na fábula de Orwell, O Triunfo dos Porcos (sem chamar porco a ninguém, é só o título do livro – LOL)

          • Tarcisio Pacheco

            Excelente análise Rui Tojal 🙂

      • Juliano Gomes de Lima

        No mundo real não existe mágica e não é possível transformar carbono e diamante de um dia para o outro, o primeiro ministro ao varrer o lixo do pais deixou o terreno preparado pra resolver internamente os outros problemas “menores” do pais. O que acontece no Brasil é que “discriminação” vem na frente de fome .. pobreza .. descaso na saúde , corrupção, etc, etc e muitos outros problemas que afetam a nação muito mais do que a “tal” da discriminação que em quase 100% dos casos é gerada pela própria TV.

    • P_Firefly_T

      Caro Pedro. O texto faz referência aos banqueiros.
      Quanto a tiques de extrema-direita … será que se na Europa se se começasse a expulsar aqueles (e SOMENTE aqueles) que cometem crimes como roubar, matar, pertencer a organizações mafiosas, etc, etc também seria considerada por si como uma acção de extrema esquerda?
      É fácil de acusar alguém de racismo e deixar tudo como está, não é? Principalmente se os criminosos são pessoas que se podem esconder atrás de uma qualquer coisa que leve os restantes a pensar em racismo. O meu amigo sabia que na Holanda Árabes matam casais homossexuais? Nunca ouviu nada sobre isso pois não Porque senão seria racismo contra os Árabes.
      O que é realmente perigoso é deixar que façam tudo sem reagir a crimes e deixar que criminosos se escondam atrás destas máscaras.

    • Se calhar não leu o artigo que escrevemos. Dizer que a Hungria de Orbán dá o exemplo na lide com o FMI não é o mesmo que dizer que dá o exemplo nas políticas xenófobas. Afirmar, que o exemplo face à invasão da Monsanto é um passo importante não é dizer que devemos aproveitar e copiar tudo o que fazem.
      O Pedro decerto que segue o exemplo de alguém, mas não faz tudo o que esse alguém faz!
      Não vemos perigo nenhum nas afirmações pensadas do artigo, bem pelo contrário.

      • Tarcisio Pacheco

        Dou toda a razão ao moderador do Portugal Mundial. O artigo publicado apoia a atual política húngara no campo financeiro e especificamente na sua relação com o FMI e os grandes grupos financeiros, que está nos antípodas da pobre política portuguesa. Muito mais haveria a dizer sobre o atual governo húngaro mas foi apenas esta área de acção a ser analisada. Tomara nós que tivéssemos algum político corajoso com este discurso. Até temos, são os verdadeiros socialistas e comunistas.

      • Juliano Gomes de Lima

        excelente resposta concordo 100%..

    • Thomaz-turbando Paula Tejano

      Vc está equivocado colega,pessoal da direita não persegue judeus,negros e homossexuais, isso é tipicamente politica de esquerdistas, ou vc nunca estudou a história do comunismo onde essas vítimas citadas por vc foram mortas a milhares em países comunistas.

      • Antonio Cobra

        Entao o Hilter era esquerdista segundo a tua opiniao!Nao se esquecam que a Hungria foi aliada da Alemanha na 2;guerra mundial.

        • Fernando Frascari

          Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (nazi) isso é para quem pensa que os “nazistas” eram de direita

    • BrunoFehr

      Viajo regulamente à Hungria e nas suas palavras leio propaganda e nada mais do que isso. Vejo negros, ciganos e homossexuais alegre e livremente pelas ruas. A perseguição ao Judeus é verdade, em particular aos Judeus corruptos que governaram e venderam a Hungria ao FMI.

      Agora que certa imprensa queira equiparar a Hungria ao Nazismo, isso sim é verdade, pois a família que Hungria expulso é também dona da Associated Press!
      Mas mesmo que o que disse fosse verdade em nada invalida o texto. A Hungria deu um exemplo positivo com esta medida!

    • Ernesto de Vasconcelos

      Acho curioso que sempre que aparece alguém com “Huevos” para contrariar a tendenciosa corrupção instaurada ,aparece sempre alguém nesta frequência de “Peace and love” ,Sr.Pedro Frederico desconheço a redoma que lhe atribuíram à nascença e o que lhe provoca o desfasamento da realidade,mas a minoria em Portugal são os Portugueses que actualmente já nos tiram o direito à dignidade,e como Português vejo-me na contingência (sou obrigado)de pagar (do meu esforço mensal)para ter ratos em casa,já agora a minha Avô faleceu com 190 Euros de reforma aos 82 anos que não lhe chegavam para a farmácia e começou a trabalhar de sol a sol ainda era uma criança,,,,,,Vem você falar de ciganos por exemplo!!!!Enxergue-se mas é….

      • Susana Silva

        Concordo plenamente contigo Ernesto….O que falta neste País são pessoas com carácter…honestidade….bom senso…..e acima de tudo com tomates…..Sempre que se ataca estes corruptos, ladrões, vêm logo para os órgãos de comunicação social ameaçar com 2º resgate….com aprofundamento da crise, etc…..e este Povo ignorante que nada percebe de economia e não só….completamente desprovido de responsabilidade Politica, social e nacional fica logo todo borrado de medo……vão para as manifestações manifestarem-se como leões e depois vão votar como jumentos (perdoem-me os jumentos pelo insulto)….Abram os olhos….eu estou farta de trabalhar honestamente, contribuir com os meus impostos e ser roubada á força toda para pagar uma divida que não fui eu a fazê-la…..pagar uma divida que não foi feita em prol do melhoramento de vida dos cidadãos Portugueses, mas sim em prol do enriquecimento de uma elite que nos tem vindo a governar á décadas graças ao voto destes ignorantes e cobardes…..
        GRANDE HUNGRIA…….GRANDE EXEMPLO

        • Tarcisio Pacheco

          Concordo consigo de alma e coração Susana e só nãoe screvo exatamente o mesmo porque vc já escreveu 🙂 há pouco tempo publiquei um artigo num jornal em que me referia ao Triunfo dos Porcos, a propósito do atual governo português. Também pedi desculpa aos inocentes suínos 🙂

    • Sergio Wolf

      A Hungria sentiu a guerra na carne durante séculos, povo bravo e próspero e de cultura rica, só os porcos criticam esse país de tenacidade. VIVA A HUNGRIA. Concordo com o que foi dito pelo nobre vivente: “O CÂNCER TEM QUE SER EXTIRPADO DE VEZ EM PROL DO CRESCIMENTO E DA PROSPERIDADE DA NAÇÃO.

    • Juliano Gomes de Lima

      Pedro existe uma clara tendência no Brasil se se discutir esses assuntos de “discriminação”, é óbvio que isso foi usado pelo governo brasileiro para DESVIAR a atenção do povão dos reais problemas do Brasil durante a copa das confederações e Copa do mundo… Note que na TV brasileira não se fala em outra coisa ….qualquer pessoas sabe disso. O assunto aqui é ECONOMIA – ESCRAVIDÃO FINANCEIRA – BANQUEIROS TENDO O
      SEUS TRASEIROS CHUTADOS.

      É óbvio que a Hungria não é um pais perfeito .. mas está pelo visto caminhando a passos LARGOS e o Brasil ? Pense antes de criticar

  • Jorge Araujo

    Este Homem é Herói da Humanidade! Ler isto hoje, depois de ter estado quase duas horas em frente ao documentário ‘The Obama Deception’, é cereja no topo do bolo. (http://www.youtube.com/watch?v=eAaQNACwaLw)

  • Luiz Afonso Costa de Medeiros

    SENDO ISTO VERDADEIRO, BRAVÍSSIMO !

  • Ramiro

    Óptima notícia. No entanto, gostava saber onde se pode encontrar mais informação sobre esta notícia (mais fontes,refências).

  • Alexandre Nunes

    Parabéns Hungria! Que o mundo inteiro faça isso, em defesa da harmonia e igualdade mundial.

  • zoeira pura

    A realidade na Hungria é um pouco diferente da apresentada no texto. Retirou-se um banqueiro e coloca-se outro.

    A economia da Hungria ainda é metade da economia da metropole São Paulo, e a inflação real, sentida pelas familias, está bem longe dos números divulgados pelo governo.

    A perseguição a minorias, seja qual for a nominação, é uma realidade. Nos seis meses que passei na Hungria vi diversos brasileiros e outras “pessoas não desejadas”, entenda-se qualquer um não hungaro nato, receberem tratamento diferenciado por parte dos funcionários do estado e comércio. Essas ações são apoiadas largamente pelo Primeiro Ministro e seu partido Fidez.

    Outro fator é que o governo de Orbán tem gerado manifestações estudantis contra o seu governo, principalmente com as mudanças na constituição que impedem os parlamentares de serem investigados e impedem o judiciário de analisar a constitucionalidade das leis criadas pelo legislativo atos do executivo. Esses atos estão sob investigação da ONU e da União Européia desde março desse ano(2013)

    Há diversos relatos de expulsão de familias de suas terras por membros do estado representando o estado, sendo que a tradição de viver nas terras da familia é muito forte na Hungria.

    Entendo a posição de apoiar a expulsão de banqueiros, mas HÁ um grande hiato na investigação da realidade na Hungria.

    Apoiar cegamente o governo de Orban é fornecer os tijolos que criarão uma ditadura na Hungria.

    • Susana Silva

      Como é óbvio tudo tem de ter um bom senso….e tudo o que peço como cidadã Portuguesa é um Governo que aplique a Democracia já que vivemos num regime democrático…..eu apenas felicito a coragem do Governo Húngaro….apenas e nada mais pois não conheço toda a realidade da Hungria….Mas como pessoa inteligente acho que não é difícil aproveitar os bons exemplos e verificar que é possível e realizável e colocar em prática aqui em Portugal…..não tem que se copiar as medidas e Leis Governamentais Húngaras na sua totalidade…..eu considero este exemplo uma prova em como é possível expulsar esses gajos do FMI daqui para fora, os quais ainda entendem menos do que eu de Economia….Macroeconomia, etc.
      Os quais nos Países onde entraram a única coisa que fizeram bem foi afundar por completo a economia dos Países resgatados, e não seria de esperar outra coisa destes indivíduos visto não perceberem patavina do que andam a fazer, como por várias vezes já foi divulgado e comunicado nos meios de comunicação.

  • Sergio Wolf

    Viva o governo de Orbán e fora os parasitas improdutivos.

  • Lino

    A Hungria pode não ser exemplo nas suas políticas , mas neste caso concreto é um exemplo a seguir . Por outro lado , por acaso Portugal está imune no problema do racismo e anti-minorias ? É claro que não . Como exemplo , perguntem aos ciganos , aos cabo-Verdianos , aos ucranianos , aos romenos , etc, etc, . Penso que Portugal não será exemplo para ninguém , em muitos destes assuntos. Vamos ser realistas , e não ver nos outros sómente os exemplos a não seguir . Com telhados de vidro não se atiram pedras a ninguém .

  • Fernando Mendes

    Interferência na Justiça

    O número de juízes da Suprema Corte húngara muda de 11 para 15, e seus mandatos sobem de nove para 12 anos. Segundo a nova Constituição, as competências da Justiça são limitadas. O governo também reduziu a idade da aposentadoria obrigatória dos juízes de 70 para 62 anos, o que na prática retira mais de 250 magistrados de atividade. Além disso, foi criado um novo órgão para supervisionar o Judiciário, a Cúria, cujos integrantes serão apontados pelo Parlamento. Para a oposição húngara, essas mudanças dão ao partido do governo a possibilidade de controlar a Justiça.

    Independência do Banco Central

    A nova lei determina que cabe ao primeiro-ministro definir os vice-governadores do Banco Central húngaro e ao presidente do país nomear dois novos conselheiros para a instituição, que passa a ter nove membros no conselho, em vez de sete. A União Europeia acredita que essas mudanças podem reduzir a independência do banco. Para rever tais alterações, é necessária a aprovação de ao menos dois terços do Parlamento.

    Identidade nacional, religião e direitos civis

    Em seu início, a Constituição modifica o nome oficial do país de República da Hungria para apenas Hungria, o que foi visto como uma ameaça à democraia no país. A Carta faz referência a Deus, ao orgulho da pátria, ao cristianismo e à família. Por isso, grupos de direitos civis afirmam que ela não é neutra em termos religiosos. A Constituição estipula que a vida do feto deve ser protegida desde a concepção, o que veta o direito das mulheres ao aborto. O casamento só é admitido entre homem e mulher e não há garantia dos direitos de pessoas com outras orientações sexuais. Além disso, a Constituição inclui a prisão perpétua sem opção de redução de pena para delitos graves, o que contraria princípios da União Europeia.

    Orçamento e dívida pública

    A Constituição dá ao Conselho Fiscal húngaro o poder de vetar e pedir modificações nos orçamentos aprovados pelo Parlamento (esse veto só pode ser usado uma vez por ano). Além disso, estabelece que dois dos três integrantes do Conselho Fiscal são nomeados pelo governo, por um período de seis anos. O teto constitucional para a dívida pública é de 50% do Produto Interno Bruto (PIB), mas a Carta não define um período para a redução dessa dívida, que está atualmente em 80%.

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