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Rússia e EUA assinam aliança contra… Asteróides!

article-2463153-00101B7200000258-930_634x417As duas superpotências nucleares, afamadas pelas suas inimizades, decidiram unir-se oficialmente no desenvolvimento de um programa tecnológico tendo em vista a criação de armas de última geração de cariz nuclear para destruir asteróides que alegadamente possam ameaçar a segurança da humanidade no nosso planeta.

A ideia não é nova e o filme blockbuster de 1998 Armageddon intuia já para esta realidade e necessidade.

Em Setembro de 2013, um tratado oficial foi assinado pelos supracitados países delineando os detalhes e condições para a criação de ‘seguranças internacionais’ para a ‘defesa contra a ameaça de asteróides’. Este evento assinala um passo fulcral no desenvolvimento de tecnologias nucleares que envolverão uma série de especialistas e experts da matéria de ambos os países que têm vindo a desenvolver esta ideia nos últimos anos.

Com o comprido e pomposo nome «Agreement between the Government of the United States of America and the Government of the Russian Federation on Cooperation in Nuclear – and Energy-Related Scientific Research and Development», o documento assinado fornece a moldura legal necessária para a expansão cooperativa entre a América e a Rússia em laboratórios de investigação nuclear.
Assinado pelo Secretário Americano para a Energia Ernest Moniz e o Director Geral de Estado para a Federação Russa Sergey Kirienko a 16 de Setembro, o documento prevê estatutos e condições de cooperação no campo da utilização pacífica da energia nuclear já acordado em Janeiro de 2011, por outras razões.

«Este acordo apoia as acções da administração Obama na não proliferação e nas prioridades climáticas ao fornecer uma cooperação científica e um relacionamento viável entre os EUA e a Rússia, na investigação e desenvolvimento tecnológico,» afirmou o Secretário para a Energia Moniz. «Em conjunto, as comunidades [cientificas e tecnológicas] trabalharão para o desenvolvimento de tecnologias avançadas que poderão dar resposta a urgências de energia nuclear ou de desafios de segurança».

Os planos originais de junção de forças vêm já desde 1995 quando os especialistas da União Soviética se encontraram com Americanos para discutir a iminência da ameaça de asteróides e como a tecnologia poderia ser usada para prevenir em situações de crise anunciada. Desde então a NASA apresentou relatórios de mais de 10000 asteróides com órbitas que poderão potencialmente representar uma ameaça para o planeta, sendo que 9% destes estão documentados por terem mais de 3000 milhas de comprimento (de acordo com notícias avançadas peloThe Atlantic). Os mais ameaçadores destes corpos celestes só estão previstos para embaterem no espaço cíclico de mais de 700000 milhões de anos, mas poderão desolar por completo o planeta – comparativamente com o que poderá ter acontecido no passado durante o evento que extinguiu os dinossauros.

Todavia, Douglas Birch do The Center of Public Integrity, explica: «até rochedos de pequenas proporções entre 460 a 3170 pés de largura poderão dizimar grandes cidades e afectar as populações.»
Há dois anos atrás, o físico e especialista em armas nucleares David Dearborn, do
Lawrence Livermore National Laboratory na California recebeu menções e prémios por apresentar soluções sobre como estas armars poderiam ser usadas de feacto. O seu trabalho é paralelamente apoiado pelo trabalho do Los Alamos National Laboratory, onde as armas nucleares são desenhadas e projectadas.
Por seu lado o cientista investigador Robert Weaver tem estudado os efeitos de detonações em asteroides desde 2012 utilizando simulações no supercomputador do Departamento de Energia Cielo.

Fonte: The Atlantic, DailyMail
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