Genética Insólito Polémico Sociedade

A Arca de Svalbard… não vá o efeito humano ser catastrófico!

foto3[3]Um projecto financiado por Bill Gates, a família Rockefeller e monstros económicos como a Monsanto e a Syngenta tem de ser algo mesmo muito importante. Sabemos que no passado, alegadamente, foi a «Arca de Noé» que salvou a vida da extinção… estes grandes nomes dos bastidores da humanidade preparam já a nova arca: a Arca de Svalbard!

A Fundação Bill and Melinda Gates, uma das maiores do mundo, alberga não só a fortuna incontornável do criador da Microsoft mas também a do mega-investidor Warren Buffett. Esta fundação movimenta mais dinheiro por ano do que o total do orçamento anual das Nações Unidas. Se esta fundação decide investir mais de 30 milhões de dólares por ano num só projecto é de certeza algo de extrema importância.

mapa-svalbard (1)[2]Este projecto está sediado num dos locais habitados mais remotos do globo: Svalbard. Perto do Mar de Barents, parte do Oceano Glacial Árctico e situado a norte da Noruega e da Rússia, esta ilha remota e gelada alberga hoje um projecto insólito onde Bill Gates deposita milhões anualmente em conjunto com grandes gigantes mundiais detentores de inegualável influência por todo o mundo: a Fundação Rockefeller, a Monsanto Corporation e a Fundação Syngenta.
Entre os Noruegueses o local é chamado de Banco de Sementes para o Fim do Mundo (verden ende ætt bank), mas oficialmente o Governo Norueguês, que apoia e subscreve o projecto, recebe o nome de Banco Global de Sementes de Svalbard Spitsbergen.

O complexo situa-se na ilha de Spitsbergen, parte de Svalbard, perto da pequena aldeia de Longyearbyen a menos de 1200 quilómetros do Pólo Norte. É uma estrutura completamente construída abaixo da terra tendo visíveis apenas uma entrada com duplas portas de resistência intensa ao choque, equipada com alta tecnologia, detecção de movimento e envolta em paredes de concreto com mais de um metro de espessura reforçadas com várias camadas de aço. O grande cofre forte está a 120 metros de profundidade nas rochas, e a 100 metros do nível do mar, 118 países já enviam as suas sementes para serem armazenadas, que são mantidas a uma temperatura de -18 graus Celsius. E se por acaso o sistema elétrico de refrigeração falhar, o gelo e a neve do lugar manterão as sementes entre -4 e -6 graus Celsius de temperatura durante tempo suficiente para aguentar anos.

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Parece coisa de filmes e livros de ficção científica, onde perante um fim anunciado se armazena a biodiversidade planetária de forma a salvar as espécies existentes da extinção. Não vá daqui a 10 mil anos contar-se a história de que a vida foi salva no passado longínquo graças à Arca de Svalbard…

Mas o ponto mais importante parece-nos ser que todo o projecto aprovado pelo Governo da Noruega tem o investimento multimilionário da Fundação Bill and Melinda Gates, do gigante da indústria da agricultura americana DuPont/Pioneer Hi-Bred (detentores do maior número de patentes de agroquímicos e plantas geneticamente alteradas), da Monsanto Corporation (basta ler os nossos artigos sobre esta corporação), da Syngenta (a maior empresa europeia, sediada na Suíça, de agroquímicos e OGM) e a Fundação Rockefeller (o grupo privado que financia governos por todo o globo, que lidera o Grupo Bilderberg e que criou a revolução genética com o investimento de mais de 100 milhões de dólares em 1970 através da CGIAR).
Não podemos deixar passar em branco o facto de qualquer um dos investidores acima estarem à frente da Green Revolution que leva a panaceia OGM a todos os recantos do mundo, especialmente África, como a solução para todos os problemas de fome e má nutrição… e no entanto procuram guardar espécimens inalterados da biodiversidade num local ermo e apenas acessível aos seus donos.

Todo o projecto foi desenhado de forma a ter como testa de ferro a recém criada Global Crop Diversity Trust, cuja sede em Roma afasta os olhos do local onde tudo acontece. A direcção está, para já, nas mãos da canadiana Margaret Catley-Carlson e do staff de direcção do Group Suez Lyonnaise des Euax, uma gigante na indústria das águas em todo o mundo com ligações comerciais com a Nestlé.

Mas analisemos alguns dos membros da direcção da Global Crop Diversity Trust com pormenor:

  • Margaret Catley-Carlson: é conhecida por ter encabeçado em 1998 o Concelho Populacional nova-iorquino, junto com John D. Rockefeller, que tinha como finalidade promover a redução e o controlo do crescimento populacional iniciado em 1952 pela Fundação Rockefeller no seu programa de eugenética que promovia o planeamento familiar, o uso de aparelhos de controlo de natalidade e esterilização em países desenvolvidos;
  • Lewis Coleman: Ex-membro da direcção executiva do Bank of America e presentemente o director da Hollywood DreamWorks Animation e director da Northrup Grumman Corporation, uma das mais proeminentes indústrias militares subcontratada pelo Pentágono;
  • Jorio Dauster: Director da Brasil Ecodiesel, ex-embaixador do Brasil para a União europeia e Chefe das Negociações da dívida brasileira para o Ministério das Finanças do Brasil. Serviu ainda como Presidente do Instituto Brasileiro do Café e Coordenador do Projecto para a Modernização do Sistema de Patentes do Brasil (que veio permitir a legalização de sementes geneticamente modificadas, até então ilegais pelas leis brasileiras);
  • Cary Fowler: Director Executivo da GCDT, foi professor e director de investigação no Departamento para o Ambiente Internacional e Desenvolvimento na Universidade Norueguesa de Ciências da Vida. Foi ainda conselheiro sénior do Director Geral para a Biodiversidade Internacional representando a CGIAR dos Rockefeller junto da FAO-Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, negociando junto da mesma a adopção de recursos geneticamente alterados em mais de 150 países em 1996;
  • Mangala Rai: Médico e Secretário do Departamento de Investigação na Agricultura e Educação da Índia (DARE) é ainda o Director Geral do Concelho Indiano de Investigação Agrícola (ICAR) e membro da direcção da Fundação Rockefeller nos seus institutos IRRI e CIMMYT, parte do CGIAR.

Como diria Humphrey Bogart no filme Casablanca: aqui estão «os suspeitos do costume» a liderar o problema e a solução enquanto entretêm as populações com campanhas de marketing que há mais de 50 anos se afirmam capazes de acabar com a pobreza e a fome no mundo!

Fonte: Alpha Minds

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