Ciência Tecnologia

Fígados impressos em 3D podem ser a solução para criação de órgãos transplantáveis

Uma fatia de fígado impressa em 3D oferece a promessa de acelerar a descoberta de novos medicamentos e abrir caminho para o crescimento do órgão completo e transplantável.

A capacidade do fígado de se regenerar naturalmente torna o cenário ideal para a bioimpressão – o campo do uso da tecnologia de impressão 3D para imprimir camadas de células vivas com uma precisão estonteante guiada por computador.

A Organovo, uma startup localizada em San Diego, nos EUA, vê o fígado como um trampolim sólido para o aperfeiçoamento da ciência da construção de órgãos humanos em laboratório. “O fígado tem a capacidade de se regenerar”, disse Keith Murphy, Director da Organovo. “Esta é uma das áreas mais promissoras no que diz respeito ao transplante de órgãos impressos em 3D, pois sabe-se que as células podem fazer o trabalho, uma vez que elas estejam correctamente colocadas no lugar.”

A startup atingiu um grande marco em Outubro de 2013, anunciando que tinha criado fatias 3D do fígado que tinham de facto as funções do órgão, como a filtragem de nutrientes, toxinas e drogas, por até 40 dias. O tecido de fígado da Organovo também mostrou uma resposta normal ao medicamento chamado acetaminofeno, vendido sob diversas marcas. Os resultados sugerem que as fatias do fígado impressas em 3D funcionam normalmente como um típico fígado humano. Este sucesso não significa que os médicos irão transplantar um órgão impresso em 3D num paciente humano tão cedo. Órgãos tão complexos como o fígado, rins e o coração exigem redes de pequenos vasos sanguíneos para se manterem saudáveis. Construir os vasos sanguíneos e outras estruturas nas menores escalas ainda representa um enorme desafio para as impressoras 3D.

Todavia o fígado ainda representa um dos tecidos de órgãos humanos mais fáceis de serem impressos, porque o órgão é relativamente menos complexo do que um rim, por exemplo, e uma das etapas da Organovo envolve o uso de suas fatias de fígado para dar respostas realistas de tecidos humanos para candidatos a medicamentos – um caminho para acelerar a investigação farmacêutica em novos medicamentos e reduzir a dependência de testes em animais, que normalmente são menos precisos. A empresa planeia lançar o seu fígado humano em 3D completo em 2014.

Fonte: LiveScience

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