Polémico Sociedade

Youtube fecha maior canal de touradas e proíbe abuso a animais

tourada1Nas novas normas da rede social YouTube está especificado que não se pode publicar vídeos “com conteúdo sobre as actividades negativas como abuso animal, abuso de drogas, ou fabricação de bombas”.

Com este argumento, fecharam o famoso e muito visitado canal com vídeos de touradas do utilizador @PabloLopezRiobo. As informações são do VeoVerde.

O Youtube afirma, no entanto, que não tem funcionários para toda vigilância, portanto, os utilizadores têm a responsabilidade de informar os vídeos onde o abuso de animais é claro. As regras aplicam-se até mesmo à exploração justificada culturalmente como na alegada tradição das touradas.

O argumento principal contra as novas normas refere-se à tradição das touradas e ao “tratamento ético” dos animais apresentados pelos defensores dessa tradição, incluindo o deputado espanhol Toni Cantó, um conhecido actor e político que há tempos defende a exploração animal no Congresso espanhol e chegou ao ponto de dizer que “Os animais não têm direito à vida ou à liberdade“.

A verdade é que o YouTube vai cortar do seu site qualquer facto denunciado. Todas as imagens de animais a ser maltratados serão apagadas mesmo com a consideração de serem parte da cultura ou da tradição de alguns países latinos. Um porta-voz do Youtube advertiu que “pode haver vídeos de toureiros, mas não podem acertar ou matar o touro”. Com esta iniciativa, o site de vídeos tenta diminuir a violência considerada “dentro do termos do site” e impedir que estas práticas sejam incentivadas pela plataforma.

Na sequência desta decisão do site, Pablo Lopez, o principal utilizador fornecedor destes vídeos, ficou surpreso e angustiado já que, segundo ele, milhares de visitas são de fora da Espanha e os fãs das touradas merecem ter liberdade para apreciar seus gostos.

Entretanto, esta liberdade para assistir aos vídeos de touradas está ligada ao sofrimento animal, à exploração e ao assassinato de touros indefesos e violentados durante todo o evento. Não se trata da liberdade para ver aquilo que se gosta, mas de perceber que aquilo que se gosta (no caso, as touradas) são práticas inconcebíveis num mundo mais ético que está sendo construído também por activistas dos direitos animais.

No site ainda é possível encontrar diversos vídeos de touradas, mas como o próprio Youtube avisou, não há uma equipe grande e especializada unicamente para esta vigilância, portanto, a quantidade de vídeos onde animais são explorados, maltratados, humilhados e violentados só irá diminuir gradualmente.

A queda do canal mais famoso e com maior número de vídeos com violência a animais é um sinal de que a causa animal está a ser incorporada aos poucos ao quotidiano e que as questões de maus-tratos a animais estão a guiar de maneira séria a política de algumas empresas com relevância global.

Fonte: ANDA

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