História

Antigo Egipto em Israel? Pirâmide e Esfinge encontradas e em investigação…

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Se Israel já tinha um historial complexo e misterioso no que toca a construções e histórias, desde 2013 duas descobertas intrigaram os investigadores e dividiram as opiniões por estarem deslocadas de toda a história conhecida da zona. Primeiro foi a descoberta de uma alegada pirâmide submergida no ‘mar’ da Galileia e depois partes de um esfinge de pequeno porte com inscrições claramente egípcias.

A Pirâmide submergida do Mar da Galileia

A Submerged Monumental Structure in the Sea of Galilee, IsraelNo fundo do lago de Genesaré (também conhecido como Mar da Galileia), em Israel, cientistas alegadamente descobriram uma antiga pirâmide. A sua idade é estimada em cerca de quatro mil anos! Segundo diz o Evangelho, neste lago pescavam os apóstolos André e Pedro e agora, os cientistas, pretendem determinar a função e veracidade da pirâmide.

A misteriosa estrutura é em forma de cone, feita de pedras de basalto, e pesa cerca de 60.000 toneladas, disseram os pesquisadores. Isso faz com que seja mais pesado do que a maioria dos modernos navios de guerra a título de comparação. Com quase 32 pés (10 mt) de altura, tem um diâmetro de cerca de 230 pés (70 mt). Trata-se de rochas empilhadas em cima umas das outras e estruturas como esta são conhecidas noutras partes do mundo e acredita-se serem usadas ​​para marcar enterros, mas os investigadores não sabem se a estrutura recém-descoberta foi utilizada para este propósito.
galileia-estruturaA estrutura foi detectada pela primeira vez no verão de 2003, durante uma pesquisa sonar da porção sudoeste do mar. Mergulhadores foram investigar em 2012 e escreveram relatórios que foram publicados numa edição da revista International Journal of Nautical Archaeology.
A inspecção por mergulho revelou que a estrutura é feita de pedras de basalto de até 1 m (3,2 pés) de comprimento, sem padrão de construção aparente”, escrevem os pesquisadores no seu artigo. “As pedras têm rostos naturais sem sinais de corte ou de cinzelamento. Da mesma forma, não encontramos qualquer sinal de arranjo ou paredes que delimitam essa estrutura.
É no entanto, definitivamente construída pelo homem e, provavelmente, foi construída em terra e só depois foi coberta pelo Mar da Galileia com a subida do nível da água. A forma e composição da estrutura submersa não se assemelha a qualquer recurso natural. Concluímos, portanto, que é feita pelo homem e pode ser chamada de um monte de pedras alinhadas sem razão aparente.

O pesquisador Yitzhak Paz, da Autoridade de Antiguidades de Israel e da Universidade Ben-Gurion, acredita que poderá datar mais de 4.000 anos. Os pesquisadores listam vários exemplos de estruturas megalíticas encontradas perto do Mar da Galileia, que têm mais de 4.000 anos de idade. Um exemplo é o local monumental de Khirbet Beteiha, localizado a cerca de 19 milhas (30 quilómetros) a nordeste da estrutura de pedra submersa, escrevem os pesquisadores. Se a datação para o terceiro milénio AC provar ser correta a estrutura seria colocada a cerca de uma milha a norte de uma cidade que os pesquisadores chamam de “Bet Yerah” ou “Khirbet Kerak.” Durante o terceiro milénio AC a cidade era um dos maiores locais da região. Era a cidade mais poderosa e fortificada na região e, de facto, em toda a Israel.

A equipa de pesquisa diz que, tal como os líderes da Bet Yerah, quem construiu a recém-descoberta estrutura no Mar da Galileia necessitaria de uma sofisticada organização e habilidades de planeamento para a construir. O “esforço investido em tal empreendimento é indicativo de uma complexa e bem organizada sociedade, com planeamento de habilidades e capacidade económica”, escrevem eles no seu artigo da revista. Paz acrescentou que “a fim de construir uma tal estrutura, muitas horas de trabalho foram necessárias”, num esforço de comunidade organizada. Paz disse que espera que rapidamente se irá empreender uma expedição de arqueologia subaquática para definir e escavar a estrutura. Eles podem procurar artefactos e tentar determinar a sua data com certeza.

A probabilidade do surgimento de uma colina sob a influência de processos naturais é muito pequena, acreditam os pesquisadores. Eis os comentários de um cientista do Instituto de Arqueologia da Universidade de Haifa, Michael Eisenberg:

O mar não cria tais formas. Este parece mais um edifício da Idade do Ferro ou até mesmo anterior. Na época, estruturas megalíticas eram construídas com grandes blocos de basalto quase não trabalhados. Havia muitos edifícios destes na Galileia. Mas para uma datação precisa da pirâmide é necessário encontrar produtos cerâmicos que, por enquanto, ainda não apareceram.

Quanto à função da estrutura – aqui os cientistas preferem não tirar conclusões precipitadas. Na opinião de Michael Eisenberg, não se trata de um análogo das famosas pirâmides egípcias ou dos zigurates da antiga Mesopotâmia:

Pode ter sido um edifício de culto. Há que lembrar que naqueles dias enormes necrópoles e lugares de culto eram construídos da mesma forma. O mais provável é que seja um lugar de culto, como o conhecido Stonehenge, na Inglaterra. Recentemente, uma estrutura semelhante foi encontrada durante um estudo na Turquia. Elas são caracterizadas por um círculo megalítico – enormes pedras instaladas de uma determinada maneira em relação ao sol e às estrelas.

Provavelmente, a questão mais importante e difícil é saber quando poderia ter sido construído este edifício. Alguns cientistas não descartam que tal possa ter acontecido quando nesta zona ainda não existia lago. Mas este é um ponto de vista muito controverso, nota o investigador principal do Instituto de Arqueologia da Academia de Ciências da Rússia, Leonid Belyaev:

Enquanto não soubermos a data de construção do próprio edifício, não vale a pena fantasiar. Porque há três ou quatro mil anos o lago, claramente, existia. De que modo as suas margens mudaram ao longo de milénios, isso devemos perguntar aos peritos. Eu acho que é improvável que o nível do lago de Genesaré tenha baixado significativamente e subido em seguida. Então, pode presumir-se que a pirâmide seja muito mais antiga. Neste caso, é pouco provável que seja uma construção artificial.

Tais objectos submersos sempre causam um interesse elevado dos cientistas. Lembremos a busca da famosa Atlântida, que até agora não foi descoberta. É claro que, no caso da pirâmide no fundo do lago de Genesaré, a escala é completamente diferente mas quem sabe que descobertas farão os arqueólogos quando a submeterem a uma análise cuidadosa.

article-2359396-1ABBE117000005DC-535_634x483Parte de uma Esfinge Egípcia a norte do Mar da Galileia

Em Agosto de 2012, uma outra descoberta ameaçou alterar muita da história conhecida do território israelita, especialmente da zona onde hoje se situa o Mar da Galileia, ou Lago Genesaré: Partes de uma estátua, aparentemente uma esfinge, que contém inscrições egípcias que mencionam um rei que governou na altura da construção das pirâmides do Egipto.

A equipa de arqueologia do Instituto da Universidade Hebraica, encontrou as patas e os dedos de uma esfinge egípcia ligada directamente ao faraó Mycerinus – conhecido por alegadamente ter ordenado a construção de uma das pirâmides do planalto de Gizé. A descoberta foi feita em Tel Hazor, um local marcado pela UNESCO como património mundial, que fica imediatamente a norte do Mar da Galileia. Os fragmentos, encontrados entre outros achados, pertencem a uma estátua de pequeno porte de uma esfinge que terá sido destruída algures pelo século XIII. Esta descoberta é de grande interesse por ser a única esfinge de Mycerinus descoberta no mundo – incluindo no Egipto – e também a única escultura real de origem egípcia descoberta fora do território conhecido como pertencente à influência do Antigo Egipto.

Demorou quase um ano a conseguir-se ler com exactidão as inscrições da valiosa peça e até agora só foram encontradas partes dos pés e da cara da dita esfinge, mas os arqueólogos acreditam conseguir descobrir todas as peças do puzzle nos próximos meses. Ammon Ben-Tor, arqueólogo, acredita que a esfinge foi trazida para Tel-Hazor há cerca de 3000 anos, seja como espólio de guerra ou como presente do faraó ao rei de de Hazor.

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