História Insólito

‘Relógio de Pulso’ encontrado em vaso de Dinastia Ming

Um acontecimento digno de alimentar as teorias de viajantes no tempo abanou a comunidade de curiosos e investigadores em 2008 quando um anel que representa claramente um relógio de pulso em miniatura foi retirado de um vaso chinês da Dinastia Ming.

Uma legião de fanáticos por enigmas históricos já conhece esta terminologia, mas para os que não sabem OOPArt é uma sigla para Out of Place Artifact (Objectos fora de lugar).

Trata-se da descoberta de objectos durante escavações arqueológicas, paleontológicas ou mesmo por acaso, que, por suas características, não condizem de forma alguma com o local ou época em que são encontrados. Esses objectos anacrónicos, que passaram a ser denominados pela sigla OOPArt pelo escritor e biólogo escocês Ivan T. Sanderson (1911-1973), costumam ser considerados por parte das pessoas como uma evidência de um suposto contacto com seres avançados (no tempo ou na tecnologia) e representam quase sempre um mistério que tem solução nula.

Um destes OOPArt é um relógio de metal encontrado na China, em Dezembro de 2008, na tumba de Si Qing, da dinastia Ming, com mais de 400 anos de idade. Ora se sabemos que o primeiro relógio de pulso data de 1814, o que faz uma óbvia representação de um relógio de pulso num vaso chinês que não foi tocado por mais de 400 anos… e ainda para mais com a inscrição SWISS, provavelmente referindo-se à Suiça, país inexistente durante a Dinastia Min.

20081212_fdbb33b95ef7ea4fb32esiuke6wxxq8kO pesquisador Jiang Yanyo, antigo curador do Museu de Guanxi, relata a descoberta: “Estávamos a escavar revirando o conteúdo do túmulo, em volta do caixão, quando algo caiu no chão ao virar um dos vasos ao contrário e fez um ruído metálico. Recolhemos então um objecto, que, em princípio, parecia ser um anel, mas, depois de limpo, constatamos, boquiabertos, que se tratava de uma clara representação de um relógio”.

Até aos dias de hoje não existe uma única explicação para este artefacto fora do tempo (OOPArt), que representa um relógio de pulso em miniatura feito em ferro do tamanho e forma de anel, com a inscrição SWISS e com os ponteiros a marcarem claramente às 10:05. Como seria de esperar, em território chinês, o artefacto está agora em local reservado e sem acesso ao público em geral, mas as autoridades científicas chinesas prometeram em 2010 um documentário sobre este achado.

relógio

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  • Ezequiel Mufarrej Libonati

    Tudo que for para fins científicos a China não deveria colocar empecilhos, pois isso atrasará o avanço intelectual da humanidade. Já retrocedemos a ciência por quase 400 anos por culpa da igreja católica. Que não se repita isso neste século.

  • Fabrício Navarro

    Parece-me óbvio que tal tumba não se manteve intocada em 400 anos e tal artefato foi nela plantado.

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