Saúde Sustentabilidade

Frutose: o veneno de baixa caloria que afinal engorda

Uma das muitas batalhas que estão a ocorrer agora no mundo é a batalha do açúcar. No entanto, o Órgão de Administração de Comida e Drogas Norte Americano (FDA), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), e a Associação Médica Norte Americana (AMA) não reconhecem oficialmente o verdadeiro inimigo.

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Robert Lustig, professor de pediatria clínica na Divisão de Endocrinologia da Universidade da Califórnia, São Francisco, estudou o metabolismo de açúcares e tratou de crianças obesas. Ele concluiu que o xarope de milho rico em frutose (HFCS), presente principalmente em refrigerantes, é o maior agente disfarçado que causa doenças crónicas e morte em qualquer indivíduo, de fetos a idosos.

O Dr. Lustig publicou suas descobertas em um vídeo de 90 minutos, chamado Sugar and its bitter truths (O açúcar e suas verdades amargas), que está disponível no YouTube. No vídeo, ele demonstra que o HFCS, na quantidade que ingerimos, é equivalente a veneno, especialmente para a geração mais jovem.

Nossos corpos percebem o HFCS e a sacarose (açúcar de cana ou de beterraba), como duas substâncias diferentes, muito embora a Associação de Refinadores de Milho diga frequentemente que as suas moléculas são as mesmas – tanto da frutose e como da glicose.

Diga isso para uma célula do fígado ou para uma enzima digestiva. O HFCS é enviada directamente para o fígado, o órgão que cuida de substâncias tóxicas que ingerimos.

Antes de inventarem alimentos processados​​, o consumo de açúcar era cerca de 15 gramas diários por pessoa. Em alimentos integrais, os açúcares de frutas e vegetais são naturalmente embalados com fibras e micronutrientes, ambos os quais mitigam os efeitos negativos do açúcar.

Pouco a pouco, o nosso consumo de açúcar refinado tem aumentado ao longo dos anos. Açúcar já é ruim. Muito açúcar, do tipo que for, dispõe as pessoas ao ganho de peso, câncer e diabetes. Após a Segunda Guerra Mundial, quando pararam de racionalizá-la, começamos a ser criados para nos tornarmos viciados em açúcar.

Com o advento do HFCS na década de 1970 e sua criação a partir de enzimas e amido de milho pelos japoneses, o adoçante tornou-se mais barato, e os produtores de milho ficaram satisfeitos.

Segue abaixo uma tabela mostrando o aumento na quantidade e proporção de açúcar na dieta de todos, desde a década de 1950, de acordo com vídeo do Dr. Lustig.

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Os dois diferentes processos de metabolismo do açúcar ilustram porque um açúcar é um pouco melhor do que o outro e porque a frutose em HFCS, sucos de frutas e papinha para bebê está causando síndrome metabólica em crianças tão jovens como bebês de 6 meses de idade. Para adolescentes, os números são ainda mais dramáticos. Em 2009, os adolescentes, sozinhos, consumiam 73 gramas de açúcar por dia, ou 12% de suas calorias diárias. E 25% dos adolescentes consumiam pelo menos 15% de suas calorias com frutose, uma quantidade enorme.

A sacarose encontra a sacarase, uma enzima, no intestino delgado, que faz com que a sacarose seja transferida para a corrente sanguínea. A sacarose é um açúcar duplo que tem como composição metade glicose e metade frutose. Altos teores de sacarose no sangue fazem com que o fígado informe as células beta do pâncreas para segregarem insulina, o que permite que a glicose seja recolhida por todas as células para produção de energia.

Uma parte da glicose é armazenada no fígado como glicogénio para uma futura necessidade de energia, e a outra parte é armazenada como gordura, caso não seja queimada para produzir energia. A leptina é convocada pela insulina para informar ao cérebro que o indivíduo não tem mais fome.

A frutose é processada de forma diferente. Ela chega no fígado intacta, já que a sacarase não lida com esse tipo de substância. O HFCS em refrigerante têm 55% de frutose. O fígado possui uma enzima para processar a frutose, mas precisa de um fosfato, que o fígado recebe a partir do ATP, a fonte de energia feita pela mitocôndria.

O resultado deste roubo, causado pela grande quantidade de frutose, é a formação do ácido úrico e a eliminação de uma importante enzima que mantém a pressão arterial. O ácido úrico é um produto residual que predispõe a pessoa a ter gota (uma doença caracterizada pela elevação de ácido úrico no sangue).

À medida que o processo continua, várias enzimas entram em jogo, formando não só gordura no fígado, mas também nos órgãos e nos músculos. A VLDL, a gordura que reveste as artérias, e triglicerídios começam subir vertiginosamente.

Embora o fígado esteja pedindo insulina, e uma grande quantidade seja de fato enviada, os ácidos graxos em excesso formados no fígado passam por uma sequência complexa que resulta em danos nos locais onde a insulina é recebida, o que provoca resistência à insulina.

Enquanto isso, a pedido do fígado, o pâncreas bombeia a insulina para fora. Este excesso de insulina causa resistência à insulina, desliga os receptores de leptina no cérebro, e faz com que a vítima se sinta insatisfeita e ainda com fome.

Beber um refrigerante antes de uma refeição não estraga o apetite, pois a grelina, que mora no estômago e provoca a sensação de fome, não é suprimida. As calorias do refrigerante não serão registradas pelo corpo e serão transformadas em gordura pela insulina extra.

Fonte: EpochTimes

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