Astronomia Ciência

Astrónomos podem ter detectado finalmente evidência direta de «matéria negra»

nasa.siInvestigadores detectaram um misterioso sinal de raios-X que pode ser causado por matéria negra fluindo para fora do núcleo do nosso Sol. A ser verdade, poderá ser a primeira vez que se consegue detetar matéria-negra.

 

Cientistas no Reino Unido podem ter finalmente encontrado evidência direta da matéria negra (ou matéria escura) saindo do nosso Sol. A matéria negra é uma massa invisível de origem desconhecida, que compõem 85 por cento do Universo.
O que é a matéria negra (Wikipedia)?

No entanto, os cientistas nunca foram capazes de detectá-la diretamente – só se sabe que está lá por causa do seu efeito gravitacional sobre a luz normal e sobre a matéria.

Muito recentemente, cientistas da Universidade de Leicester identificaram um sinal no espectro de raios-X, que parece ser uma assinatura de uma partícula de matéria negra hipotética que nunca fora detectada antes.
No entanto, poderá levar anos para confirmar se este sinal realmente corresponde a matéria negra – a descoberta mudaria completamente a nossa compreensão de como o Universo funciona.

Afinal, a matéria negra é a força que mantém as nossas galáxias em conjunto, de modo que aprender mais sobre isso é muito importante. Os pesquisadores detectaram pela primeira vez o sinal durante uma pesquisa que envolveu 15 anos de medições.

Os pesquisadores previram que os axions, a existirem, seriam produzidos invisivelmente pelo Sol, mas poderiam ser convertidos em raios-X ao atingirem o campo magnético da Terra. E isso foi precisamente o que os cientistas descobriram.

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A sketch (not to scale) shows axions (blue) streaming out of the Sun and then converting into X-rays (orange) in the Earth’s magnetic field (red). The X-rays are then detected by the XMM-Newton observatory. Image: University of Leicester

A pesquisa já foi publicado no Monthly Notices da Royal Astronomical Society, mas, infelizmente, o primeiro autor, o Professor George Fraser morreu no início deste ano. Se for confirmado, é difícil saber o quão profundo o impacto desta descoberta pode ter.

Fontes: ScienceAlert, RT

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