Insólito Sociedade

Josef Mengele: O Anjo da Morte e sua rota na América do Sul

Anjo da Morte de Auschwitz, experimentava em prisioneiros seleccionados na câmara de gás tendo em vista a proliferação possível de uma raça ariana e pura, aos seus olhos. À semelhança de imensas altas patentes nazis foi acabar a sua vida em paz e tranquilidade nos paraísos sul americanos.

mengele-america-do-sul-noticias-the-history-channel Os últimos dias do sádico doutor Josef Mengele, também conhecido como o Anjo da Morte de Auschwitz, foram passados no Brasil, em 1979, na praia da Enseada, no litoral paulista. Mas, somente em 1992, através de um exame de DNA, foi comprovado que o corpo daquele desconhecido senhor austríaco correspondia à identidade de Mengele, o mesmo que realizava experiências com prisioneiros nos campos de concentração nazis e seleccionava as vítimas destinadas a morrer nas câmaras de gás. É claro que o exílio sul-americano começou antes, porém, pouco se sabe do paradeiro dos oficiais do alto escalão nazi após a fuga da Europa, embora, a partir de algumas informações escassas, tenha sido possível deduzir o destino de alguns. Já havíamos contado história de contornos semelhantes para o próprio Adolf Hitler que aconselhamos que releia! Na década de 60, a Mossad (serviço secreto de Israel) realizou uma operação para capturar o nazi criminoso Adolf Eichmann na Argentina, e foi assim que descobriu, por acaso, o paradeiro de Mengele, que vivia em Buenos Aires. No entanto, o serviço de inteligência israelita considerou inoportuno levar a cabo os planos de captura de ambos simultaneamente, já que, ao tentarem prender Mengele, poderiam perder Eichmann. Foi dessa maneira que o Anjo da Morte salvou sua pele e voltou a exilar-se, supostamente no Paraguai. E, depois de alguns anos no país guarani, acabou, finalmente, no Brasil; segundo alguns historiadores, próximo ao pequeno município de Cândido Godói, onde ele deixaria, até os dias de hoje, uma marca obscura e inesquecível: este povoado de 7 mil habitantes tem a maior quantidade de gémeos do mundo, e são muitos os pesquisadores que relacionam o fenómeno a hipotéticas experiências genéticas realizadas pelo médico nazi. Mengele, cujo currículo sinistro inclui a experimentação genética com gémeos em prol da criação de uma nova raça ariana, autonomeou-se Rudolph Weiss e visitou o município com frequência – ele ganhou a confiança dos habitantes locais trabalhando como veterinário, dando palestras sobre técnicas de reprodução animal e atendendo às mulheres grávidas da região. De acordo com o historiador Jorge Camarasa, Mengele havia escolhido essa população como laboratório natural dada a abundância de descendentes alemães, tendo receitado drogas experimentais às grávidas de que cuidou. Provavelmente, nunca saberemos a verdade, uma vez que não há investigações judiciais sobre essa problemática complexa, mas o certo é que a rota clandestina do Anjo da Morte pela América do Sul deixou um caminho de mistério e terror, cuja sombra perdurará por muito tempo.

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