Saúde

OMS espera aplicar vacina contra o ebola a partir de janeiro

Organização planeia testar duas versões experimentais em 20 mil profissionais de saúde da África Ocidental. Ideia é usar anticorpos contidos no sangue de pacientes que sobreviveram ao vírus.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) está a pressionar por avanços na pesquisa de uma vacina contra o ébola e espera começar a testar duas versões experimentais na África Ocidental em Janeiro de 2015.

Nesse primeiro mês, os testes em larga escala deverão ser realizados em mais de 20 mil profissionais de saúde e outros indivíduos dos países mais afectados pela epidemia. O número de vacinações deve se manter nos meses seguintes, disse a porta-voz da OMS, Fadela Chaib, nesta terça-feira (21/10/2014).

O “teste real” na África Ocidental em Janeiro será levado adiante somente se, durante os testes clínicos que estão em curso na Europa, África e Estados Unidos, as vacinas se mostrarem seguras e o sistema imunológico dos voluntários tiver uma resposta positiva. A expectativa é que dados preliminares estejam disponíveis em Dezembro. “Ainda há uma possibilidade de dar errado”, reconheceu a diretora-geral assistente da OMS, Marie Paule Kieny, em Genebra, nesta terça-feira.

Nas próximas semanas, devem ter início, em países do oeste da África, os testes de medicamentos contra o vírus e a colecta de sangue de sobreviventes da doença para o tratamento de pacientes. A OMS e organizações parceiras estão a seleccionar centros de tratamento para conduzir os testes, afirmou Kieny.

Segundo a diretora-geral assistente da OMS, Marie Paule Kieny, a vacina só será aplicada após confirmada sua segurança

Segundo a representante da OMS, o projecto que está em andamento na Libéria visa a instalar nas próximas semanas um centro de colecta de sangue de sobreviventes, que será transformado num soro para aplicação em pacientes infectados. Na Serra Leoa e Guiné, os dois outros países mais afectados pelo ébola, os parceiros da OMS estão desenvolvendo centros similares.

Chamada de soro convalescente, a solução contém anticorpos que, teoricamente, podem ajudar um paciente a superar o vírus. “Esse é um processo que deve levar em conta a segurança do doador, bem como a segurança do receptor”, destacou Kieny, citando riscos de infecção para outras doenças transmissíveis pelo sangue, como hepatite e HIV.

O surto na África Ocidental já matou mais de 4.500 pessoas desde que surgiu há dez meses. Especialistas disseram que poderia haver 10 mil novos casos por semana a partir de Dezembro, caso as autoridades não tomem medidas adicionais.

Fonte: DW

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