Astronomia Ciência

Tempestades extremas em Urano intrigam astrónomos

Ultimamente o planeta gasoso Urano, tem apresentado sinais de algumas tempestades extremas que estão a intrigar os astrónomos.

Urano

Urano teve finalmente algumas tempestades de verão, sete anos após o planeta alcançar a sua maior aproximação ao sol, deixando os cientistas a querer saber o porquê das tempestades maciças serem tão tardias.

O, normalmente calmo, gigante gasoso tem agora um tempo tão incrivelmente ativo que algumas das características são até visíveis por amadores, disse Imke de Pater, astrónomo da Universidade da Califórnia.

Os investigadores anunciaram pela primeira vez as tempestades extremas em Urano em agosto, e têm vindo a tentar entendê-las desde então. Este é de longe o clima de mais ativo que a equipa de Pater viu, isso também pinta um quadro diferente do planeta silencioso que a Voyager II viu quando a sonda da NASA o sobrevoou em 1986.

“Este tipo de atividade teria sido esperada em 2007, quando uma vez a cada 42 anos ocorre o equinócio de Urano  e o sol brilha diretamente sobre o equador”, disse num comunicado Heidi Hammel, da Associação de Universidades para Pesquisa em Astronomia.

Mas aqui é onde o mistério surge: Tanto quanto se pode dizer, Urano não tem nenhuma fonte de calor interno. Pensasse que a luz solar é responsável por mudanças na sua atmosfera, tais como tempestades, mas a luz do sol está fraca no hemisfério norte de Urano, por isso os cientistas estão bastante intrigados relativamente ao factor que motiva essa área a estar tão activa agora.

A equipa de De Pater registou oito grandes tempestades no hemisfério norte de Urano ao observar o planeta com o telescópio Keck II entre os dias 5 e 6 de agosto. Uma tempestade destacou-se do resto brilhando a 2,2 microns, um comprimento de onda sensível às nuvens na tropopausa (logo abaixo da estratosfera)e é constituído por 30% de toda a luz reflectida a partir Urano.

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Outra tempestade, visível a 1,6 microns, poderia até ser vista por astrónomos amadores. Um observador, Marc Delcroix em França, fotografou-a com o seu telescópio de 1 metro.

“Fiquei emocionado ao ver tal atividade em Urano”, disse Delcroix num comunicado. “Obter detalhes em Marte, Júpiter ou Saturno é rotina, mas ver detalhes sobre Urano e Neptuno é a nova fronteira para nós amadores”.

Com base nas cores e estrutura da tempestade, os astrónomos profissionais acreditam que poderia sugerir um vórtice mais profundo na atmosfera – semelhante aos fenómenos de Júpiter, como a Grande Mancha Vermelha.

Observações posteriores com o telescópio Keck II revelaram que a tempestade ainda estava no auge, embora tenha mudado a sua forma, e, possivelmente, a sua intensidade.

O telescópio espacial Hubble também contribuiu para o esforço tendo analisado todo o planeta a 14 de outubro em vários comprimentos de onda. As observações revelaram tempestades abrangendo várias altitudes, a uma distância de cerca 9.000 quilómetros.

Fonte: CiênciaOnline

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