História

Dez mistérios não resolvidos da II Guerra Mundial

Representamos aqui uma lista com os dez maiores mistérios da II Guerra Mundial, neste ano que marca os 70 anos do final deste calamitoso evento.
Quem traiu Anne Frank? O que é feito da Bandeira do Sangue nazi?

Histórias mal contadas, personagens e paradeiros desconhecidos. Aqui ficam algumas das perguntas sem resposta do maior conflito do século XX.

1. A quem pertencia o cadáver encontrado na operação Mincemeat?

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Para enganar as forças do Eixo relativamente à rota dos Aliados – que queriam chegar à Sicília – um funcionário dos serviços secretos britânicos chamado Ian Flemming concebeu um plano que envolvia colocar papéis e informações falsas num cadáver. Foi esse plano que recebeu o nome de Operação Mincemeat. O cadáver, que na altura foi identificado como sendo do major William Martin, foi largado em Espanha e descoberto em 1943 pelas tropas do Eixo, que seguiram as pistas até à Grécia, deixando o caminho aberto aos Aliados para tomarem a ilha italiana.

A identidade do cadáver utilizado nesta operação não é certa. Há quem diga que pertencia a um soldado britânico que morreu num desastre aéreo. Outros dizem que se tratava de um sem-abrigo doente mental chamado Glyndwr Michael, que morreu depois de ingerir veneno para ratos, tendo o seu corpo sido utilizado na operação.

2. Quem traiu Anne Frank?

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A história da jovem que deu um rosto à matança nazi nos campos de concentração e à perseguição aos judeus está envolta em mistério. Depois de terem passado dois anos escondidos num anexo de um armazém, Anne Frank e a família foram denunciados por uma chamada anónima e presos. Apenas Otto Frank, pai de Anne, sobreviveu ao Holocausto.

Uma das teorias sobre a origem da chama anónima aponta Tonny Ahlers, um amigo de Otto Frank. O filho de Tonny, Anton Ahlers, disse em 2002 que tinha sido o pai o responsável. Tonny, segundo Anton, era um homem abusador que acabou por confessar à neta que assistiu ao momento em que a família Frank se escondeu e ao momento em que foi descoberta.

Mas há outros nomes. Como o de Willem van Maaren, gerente do armazém. Ou o de Lena Hartog-Van Bladeren, empregada de limpeza no armazém onde também trabalhava o marido. Lena confessou temer pela segurança do marido caso os judeus escondidos fossem descobertos pela Gestapo.

3. Quem traiu Jean Moulin?

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Jean Moulin, um dos líderes da Resistência francesa, foi detido pela Gestapo no dia 21 de Junho de 1943, durante uma reunião do grupo em Caluire. Depois de ser torturado, foi enviado para Berlin, acabando por morrer durante a viagem.

A Resistência acusou Rene Hardy – um dos seus membros – de ter avisado a polícia nazi sobre o encontro. Hardy foi o único detido a quem não foram colocadas algemas e conseguiu fugir com facilidade depois disso.

Em 1983, Klaus Barbie, o oficial da Gestapo encarregue da Resistência, disse, pouco antes de morrer, que Raymond Aubrac, o outro líder da Resistência, era o traidor. Raymond e a mulher, Lucie, foram julgados, mas declarados inocentes.

4. O que aconteceu a Heinrich Mueller?

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Heinrich Mueller, mais conhecido por Heinrich “Gestapo” Mueller, por ser o líder da polícia secreta nazi, conseguiu escapar aos Aliados no final da guerra e continuou a fugir durante anos. O paradeiro de Mueller não é certo e as teorias que circularam sobre aquilo que lhe aconteceu nunca foram confirmadas. Como aquela que diz que Mueller morreu em Berlim, acabando por ser enterrado numa vala comum num cemitério judeu. Mas houve relatos de pessoas que garantem ter visto Mueller em Cuba e na Argentina.

5. O que aconteceu a Raoul Wallenberg?

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Wallenberg era um homem de negócios sueco que durante a guerra conseguiu atribuir documentos falsos a judeus prestes a ser deportados para os campos de concentração. Estima-se que em Budapeste cerca de 100 mil judeus tenham sido salvos devido a Wallenberg.

No fim da guerra, Wallenberg foi preso pelo exército soviético e não se sabe o que aconteceu depois. De acordo com um relatório, terá morrido em 1947, vítima de um ataque cardíaco enquanto se encontrava preso. Mas há outros relatórios que se referem a interrogatórios feitos a Wallenberg dias depois da data em que este supostamente teria morrido.

6. O globo de Hitler

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A famosa cena em que Charlie Chaplin dança com um globo no filme “O Grande Ditador” foi inspirada pela realidade. Hitler tinha, de facto, um globo semelhante no seu escritório. O mesmo acontecia com vários outros líderes do partido Nazi, a quem foram oferecidos os chamados “Globos de Colombo”. Alguns deles estão em museus, mas o de Hitler nunca foi encontrado.

7. O artista de Ness Gun Battery

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O Ness Gun Battery, em Orkney, foi um posto de defesa das Ilhas Britânicas. Durante a guerra, um grupo de soldados ficou encarregue da protecção deste posto e nessa estadia, alguém pintou um mural nas paredes do forte. As pinturas evocam o campo e a vida caseira, e apesar de estarem assinadas por A.R. Woods, ninguém sabe ao certo quem foi o artista.

8. Os soldados britânicos de Auschwitz

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Em 2009, um grupo de historiadores descobriu uma lista com o nome de 17 soldados britânicos no campo de concentração de Auschwitz. Junto a oito dos nomes aparecem os sinais de visto. Algumas teorias apontam que estes 17 soldados seriam prisioneiros de guerra usados como mão-de-obra escrava no campo. Outra sugere que estes nomes se referem a homens que mudaram de lado, passando a trabalhar para a divisão britânica das SS.

9. A morte de Chandra Bose

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Chandra Bose foi o líder do Exército Nacional Indiano durante os anos da II Guerra Mundial, quando procurou aliar-se às forças do Eixo para minar o domínio britânico na Índia. Um dos grandes mistérios envolvendo Bose é o da sua morte, sem que sejam conhecidas as circunstâncias exactas em que esta aconteceu.

A biografia oficial diz que Bose morreu num acidente aéreo em 1945, mas muitos não acreditam nesta versão, chegando mesmo a dizer que as cinzas depositadas no templo Renkoji, em Tóquio, não pertenciam a Bose, mas sim a Ichiro Okura, um oficial japonês.

10. O que aconteceu à Blutfahne?

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Em 1923, Hitler tentou um golpe de Estado que ficou conhecido como o Golpe da Cervejaria de Munique. Depois desta tentativa falhada, Hitler foi preso e julgado por traição. Nesse golpe morreram 16 membros do partido Nazi, cujo sangue terá manchado uma bandeira. Essa bandeira, conhecida como “Die Blutfahne”, ou a “Bandeira do Sangue”, tornou-se um dos símbolos dos nazis, sendo usada nas grandes cerimónias do partido e no juramento dos oficiais da SS. Esta bandeira era protegida por um membro das SS chamado Jakob Grimminger.

Depois de Outubro de 1944, a bandeira não voltou a ser vista em pública, não se sabendo se foi destruída, guardada ou levada por um soldado aliado que desconhecia o seu significado.

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