Natureza Sustentabilidade

População de borboletas Monarca desaba nos EUA

Noventa por cento das borboletas Monarca morreram nos últimos 20 anos nos Estados Unidos e o seu declínio é tão acelerado que uma coligação de grupos de saúde e meio ambiente solicitou que sejam incluídas na lista de espécies protegidas.

A causa do rápido desaparecimento dos insectos é a destruição das asclépias, plantas da qual se alimentam e onde se criam, devido, em grande parte, a herbicidas como o Roundup, usado em cultivos de milho e soja transgénicos da Monsanto no meio-oeste americano, explicaram os grupos numa petição enviada ao Serviço de Vida Selvagem e Pesca dos Estados Unidos.

Outros factores que explicariam a abrupta diminuição da população destas borboletas de cor preta e alaranjada são os parasitas, as mudanças climáticas e a perda de seu habitat natural.

As Monarcas estão a desaparecer rapidamente, o que pode levar à sua extinção. E as ameaças que enfrentam são tão grandes que a lei de protecção deve ser aplicada o mais rapidamente possível, pois ainda há tempo de reverter este declínio”, disse Lincoln Brower, especialista em borboletas Monarca, as quais estuda desde 1954.

As borboletas Monarca são encontradas em todos os Estados Unidos, assim como em algumas partes do Canadá e do México. A petição indica que, nas últimas duas décadas, elas perderam mais de 66 milhões de hectares de habitat – área do tamanho do Texas – e isto inclui quase um terço de sua zona de reprodução.

“Incluí-las na lista (de espécies ameaçadas) tornará ilegal matar borboletas Monarca intencionalmente ou modificar o seu habitat sem permissão”, anunciou num comunicado o Centro para a Diversidade Biológica e o Centro para a Segurança Alimentar.

“Também levará a uma designação e protecção do ‘habitat crítico’ para ajudar na recuperação abundante das populações de Monarca”, acrescentou.

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Desconhece-se o número exacto de borboletas Monarca e suas populações flutuam ano após ano, explicou o grupo.

“Alguns testemunhos sugerem que as Monarcas eram muito abundantes no século XIX. Um observador das migrações de Monarcas no Vale do Mississippi, na década de 1850, relatou ter havido tantas Monarcas que elas formavam uma nuvem que escurecia o céu”, destacou o comunicado.

“Uma testemunha na Califórnia relatou três galhos que se quebraram devido ao peso de tantas Monarcas juntas”, acrescentou.

Diferentes estudos feitos nas últimas duas décadas sugerem “um abrupto e estatisticamente significativo declínio de quase 90%” da população dos insectos, destacou.

O próximo passo é que o Serviço de Vida Selvagem e Pesca emita uma “investigação de 90 dias” sobre a petição para ver se há informação suficiente que justifique a protecção destas borboletas. Se isso acontecer, seria feita uma revisão adicional de um ano para analisar a situação.

Fonte: organicconsumers

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