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5 ruídos estranhos que a Ciência não consegue explicar

Já ouviu falar de um “zumbido enlouquecedor” que milhares de pessoas de várias partes do mundo dizem escutar? E de “estrondos misteriosos” sem causa aparente que já assustaram muita gente? Apesar de existir muita especulação sobre as possíveis causas, não há uma explicação científica definitiva para nenhum deles. 

Confira cinco exemplos de sons a seguir:

20144445843555Quacker

Quem baptizou o estranho ruído de “Quacker” foram os soviéticos, depois de ter sido ouvido por membros da tripulação de diversos submarinos que passaram pelo Árctico e pelo Antárctico. Descoberto durante a Guerra Fria graças à tecnologia criada para captar sinais suspeitos, dizem que este ruído apenas era registado quando as embarcações passavam por determinados locais e que se parecia com o coachar dos sapos.

Num primeiro momento, visto que tanto os soviéticos como os norte-americanos faziam tudo o que fosse possível para que os seus submarinos não fossem descobertos uns pelos outros, acreditava-se que o tal ruído fosse criado por alguma tecnologia de detecção. No entanto o “Quacker” parecia reagir às embarcações, como se as tentasse evitar, esquivando-se dos sonares.

Além disso, como a velocidade do barulho era de cerca de 200Km por hora, concluiu-se na época que o “Quacker” não podia ser produzido por outra embarcação. Os ruídos estranhos desapareceram na década de 80 e, embora muitas teorias surgissem para explicar a sua procedência — variando entre tecnologias militares super-secretas e animais marinhos e até alienígenas —, o fenómeno nunca foi explicado completamente.

20144508385556Slow Down

O ruído foi registado pela primeira vez pela NOAA — Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA — no Pacífico equatorial no final da década de 90 e recebeu o nome “Slow Down” porque, após cada sete minutos aproximadamente, o som lento decresce em frequência.

Embora o “Slow Down” tenha sido detectado nas coordenadas 15°S 115°O, a sua origem contínua desconhecida. Uma das teorias é a de que o ruído seja provocado pelo gelo do Árctico ao mover-se sobre a terra, mas os cientistas ainda não conseguiram comprovar se essa realmente é a origem do estranho som.

Bloop

Tanto a natureza como as características do “Bloop” podem ser comparadas aos sons produzidos por animais marinhos. Contudo, nem mesmo as baleias azuis, as maiores criaturas vivas do planeta, são capazes de reproduzir esse ruído. O barulho nunca mais foi detectado e, apesar de a teoria mais aceite para explicar o fenómeno ser de que ele tenha sido criado por sismos glaciais, o “Bloop” continua a ser um mistério.

20144621862558UVB-76

Este é o nome de uma misteriosa estação de rádio de ondas curtas que transmite um monótono sinal durante 24 horas por dia desde a década de 80. Cada zumbido dura 0,8 segundo e repete-se — em média — 25 vezes por minuto, com pausas de 1 a 1,3 segundo entre cada repetição antes de o ciclo começar novamente.

Muito ocasionalmente, o sinal é interrompido por mensagens de voz em russo e, às vezes, é possível ouvir o que parecem ser conversas ao fundo, o que sugere que o sinal é gerado por algum dispositivo posicionado próximo a um microfone aberto. A localização do transmissor só foi descoberta em 1997, e encontra-se em Povarovo, na Rússia.

A transmissão do sinal continua até os dias de hoje, e ninguém conseguiu explicar ainda o que os zumbidos e as raras mensagens de voz significam. Uma das teorias seria a de que se trata de uma estação espiã ou, ainda, de um canal mantido para a transmissão de mensagens em código enviadas por militares russos.

20144710097560Baleia dos 52 Hertz

O som, registado pela primeira vez por uma equipe do Oceanográfico de Woods Hole em 1989, foi atribuído a uma baleia — descrita como a mais solitária do mundo — cuja espécie não foi identificada. O que torna este ruído tão especial é o facto de que seja produzido na frequência de 52 Hz, ou seja, a vocalização deste indivíduo misterioso é muito mais alta do que a da maioria das baleias, que normalmente variam entre 15 e 20 Hz.

Além disso, embora a trajectória da baleia solitária seja conhecida — é detectada todos os anos no Oceano Pacífico entre Agosto e Dezembro, viajando para o norte, até às Ilhas Aleutas e ao Arquipélago de Kodiakos, e até à costa da Califórnia ao sul —, os seus padrões de trajectória e o ritmo não estão relacionados com os deslocamentos de outras espécies. Uma possibilidade é que se trate de um animal único, possivelmente um híbrido ou com alguma malformação.

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