Saúde Sociedade

DNP, a substância “para emagrecer” que pode matar

É vendida ilegalmente na internet na forma de cápsulas ou em pó, mas tem efeitos secundários que podem levar à morte. O Departamento de Saúde Pública de Inglaterra já emitiu um alerta.

Chama-se 2,4-dinitrofenol (DNP) e promete efeitos adelgaçantes quase imediatos, garante a edição espanhola da BBC. A substância muito conhecida entre pessoas com transtornos alimentares e culturistas é comercializada ilegalmente na internet como uma solução rápida para perder peso. Surge na forma de cápsulas, em pó amarelo cristalino ou como um creme. Trata-se de um produto químico originalmente utilizado para a fabricação de bombas, pelo que não é própria para o consumo humano.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a substância DNP já causou doenças sérias e até provocou a morte em alguns países nos últimos três anos. Apesar dos efeitos secundários conhecidos, a substância que na década de 1930 era vendida como um remédio que garantia o emagrecimento parece estar de volta — a sua comercialização seria proibida anos depois. O seu regresso deve-se, então, à facilidade com que é vendida através da Internet, universo virtual onde é tida uma substância capaz de eliminar gorduras.

Prova disso é um estudo citado pela BBC: segundo o trabalho do departamento de Medicina do londrino Whittington Hospital, publicado em 2011 no Journal of Medical Toxicology, desde a década de 1960 até ao final do século XX não se registaram mortes por DNP. Mas o cenário é agora diferente, uma vez que se verificaram 12 mortes entre 2001 e 2010. No Reino Unido, só em 2015, registou-se um total de 30 casos associados ao consumo de DNP — 5 deles resultaram na morte das pessoas envolvidas. Os dados são agora do National Poisons Information Service (NPIS).

Foi o que aconteceu a uma estudante britânica de 21 anos em Abril deste ano. De acordo com a imprensa internacional, Eloise Aimee Parry tomou oito cápsulas de DNP, seis a mais do que uma dose letal. “Ela tinha tomado tanto DNP que as consequências foram inevitáveis. Eles [os médicos] nunca tiveram hipótese de a salvar. Ela queimou e apagou”, disse à data Fiona Parry, mãe da jovem.

 

Essa e outras histórias estão na origem do alerta lançado a 11 de Dezembro pelo Departamento de Saúde Pública de Inglaterra, no sentido de chamar a atenção para o aparecimento deste tipo de intoxicações, sobretudo entre adolescentes e jovens.

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A isso juntam-se também os avisos da OMS e da Interpol, que em maio deste ano emitia um “Alerta Laranja” mundial a propósito da substância considerada “ilícita e potencialmente mortal”.
Sintomas de intoxicação associados ao consumo de DNP (segundo o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido):

 

  • pele quente e seca;
  • sede excessiva;
  • transpiração excessiva;
  • velocidade excessiva do ritmo cardíaco
  • respiração agitada.

 

Fonte: BBC

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