Saúde

Mercúrio detectado em alimentos e bebidas como a Coca-Cola

mercury-570x379[2]Depois de na China serem detectados imensos alimentos e bebidas que contêm mercúrio vários países do mundo decidiram iniciar testes a alguns dos mais consumidos alimentos.

Os resultados mais alarmantes vieram de um dos maiores exportadores de alimentos: Estados Unidos da América.

Um teste feito nos mais populares alimentos processados de alguns dos maiores nomes da indústria alimentar encontrou vestígios de mercúrio, de acordo com o Instituto para Políticas agrícolas e Comerciais, um grupo sem fins lucrativos com sede em Minneapolis.

As quantidades de mercúrio encontradas foram muito menores do que comummente visto em peixes e frutos do mar, mas o facto de serem alimentos e bebidas altamente consumidos torna extremamente perigoso por serem uma fonte inesperada deste veneno – especialmente por incidir em alimentos favoritos das crianças.

Incluindo barras de Cereal de morango Nutri-grão, farinha de aveia Quaker em barras, calda de Chocolate Hershey, Yoplait nos seus iogurtes de morango, geleia de uva e Coca-Cola, disse o grupo.

“Esta parece ser uma fonte evitável de mercúrio que não sabíamos que estava lá fora,” disse David Wallinga, um dos co-autores do estudo.

O estudo concluiu que o mercúrio veio de plantas alimentícias que utilizam soda cáustica misturada com mercúrio para a produção de xarope de milho de alta frutose de grandes empresas  de alimentos, que ainda por cima utilizam milho geneticamente alterado em 95% dos casos. Os pesquisadores alertaram que o estudo foi limitado. Foram testados apenas 55 itens de consumo, e foi encontrado o mercúrio num terço das amostras que variam de 30 a 350 partes por trilhão. Uma parte por trilhão é o equivalente aproximado de uma gota de água em 20 piscinas olímpicas

Várias empresas citadas no relatório da IATP defenderam os seus produtos, apontando para os níveis muito baixos de mercúrio detectado.  «(…) teria que comer mais de 100 quilos de ketchup a cada dia para sequer chegar perto de atingir o nível de exposição seguro da EPA», disse o porta-voz da ConAgra Stephanie Childs.

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Um porta-voz da General Mills, Tom Forsythe, desafiou a ciência por trás do relatório, dizendo que não identificou qual a forma de mercúrio foi detectado e que «partes por trilhão de mercúrio podem ser encontrados até na água, no solo e tecido vegetal e animal.» Acrescentou que «sugerir uma preocupação de segurança com base neste estudo é irresponsável».

É certo que a quantidade é baixa e é também certo que o estudo fica aquém de ser considerado preocupante. No entanto levanta a questão: se o mercúrio é venenoso e nefasto, e alegadamente as empresas sabem da sua existência mínima, porque é que mais uma vez isso não é claramente indicado nos rótulos com um simples «Pode conter resíduos de mercúrio» tal como se faz para o Glúten e a Lactose?

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