Astronomia

Satélite ‘Rosetta’ aterra num cometa… um passo gigante?

O mais incrível no céu de Novembro é o que não se vê – o satélite Rosetta vai “aterrar” no cometa que persegue há 10 anos. Mas pode aproveitar para ver chover Leónidas ou Júpiter a cruzar o céu.

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Os planetas continuarão as viagens à volta do Sol e a Lua vai subir alto no céu e passar pelas quatro fases que a caracterizam. Até teremos uma chuva de estrelas, mas o fenómeno mais fascinante de Novembro será provocado pelo homem – pela primeira vez na história um satélite “aterrará” na superfície de um cometa.

Desde que foi lançado há 10 anos, o satélite Rosetta tem perseguido o cometa Churyumov-Gerasimenko, que mede três quilómetros de largura por cinco de comprimento. Este visitante frequente do Sistema Solar descreve uma órbita à volta do Sol de seis anos e meio, convertendo parte do gelo à superfície em vapor de cada vez que se aproxima do Sol. O Rosetta tem como missão até ao final de 2015 perceber como é a superfície do cometa e identificar que gases e poeiras são libertadas pelo gelo.

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Para promover o acontecimento, que está previsto para hoje, 12 de Novembro de 2014, a Agência Espacial Europeia (ESA), em parceria com a Platige Image, criou um vídeo de divulgação. “A ideia era chegar a um público mais diversificado. Àquele público que não está normalmente atento a estas missões espaciais”, diz Pedro Russo, educador e comunicador de ciência na Universidade de Leiden, na Holanda. O astrónomo colaborou na realização do vídeo como consultor científico. “Fiz recomendações sempre que a ideia era ter imagens mais próximas da realidade.”

O vídeo dirigido por Tomek Baginski pode ser visto com legendas em português

Apesar de ser um marco histórico na investigação espacial, a aterragem do satélite no cometa não será observável. Mas existem outros cometas a deixar as marcas no céu e a merecer destaque este mês, nota o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. A Terra vai atravessar o rasto de poeiras deixado pelo cometa Tempel-Tuttle e a chuva de meteoros das Leónidas será visível entre 6 e 30 Novembro, com um pico de actividade no dia 17. Mas é preciso estar num local realmente escuro para conseguir ver esta chuva de estrelas ou até para ver o que resta dos meteoros de Oriónidas causados pela passagem do cometa Halley – só durante a primeira semana do mês.

A chuva de estrelas de Leónidas deve o nome à constelação de Leão, porque parecem surgir no céu a partir de um ponto nessa constelação (radiante). Esta constelação terá também a visita de Júpiter durante todo o mês. O maior planeta do Sistema Solar nasce a este e no final da madrugada estará a sudeste, identificando-se a olho nu por ser muito brilhante. Já Marte, embora também seja visível a olho nu, requer um observador bem localizado e com mais perícia, porque se encontrará sempre muito próximo do horizonte. Para observar Úrano na constelação de Peixes ou Neptuno na constelação de Aquário será preciso recorrer a um telescópio.

Fonte: Observador

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